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60% dos japoneses são contra mudança em lei pacifista, diz pesquisa

Câmara baixa aprovou na semana passada projeto que fortalecerá papel do Exército, permitindo que as tropas atuem no exterior

O Estado de S. Paulo

22 de julho de 2015 | 11h54

TÓQUIO -  Uma pesquisa publicada nesta quarta-feira pela agência de notícias Kyodo revelou que 60% dos japoneses reprovam a modificação da Constituição pacifista do país, proposta pelo governo do atual primeiro-ministro Shinzo Abe.

Realizada entre maio e junho, a pesquisa mostra que apenas 32% consideram como necessária uma mudança na Constituição, adotada em 1945 após a derrota do país na Segunda Guerra Mundial.

Em julho de 2014, o governo aprovou uma polêmica reinterpretação do artigo 9º da Constituição que, até então impedia o país a recorrer ao uso da força para resolver conflitos internacionais.

Em virtude dessa mudança, a Câmara Baixa do Parlamento do Japão aprovou na semana passada, em meio a vários protestos da oposição, um controvertido pacote de reformas legais que fortalecerá o papel do Exército do país, permitindo que as tropas atuem no exterior.

O polêmico texto, que representa a maior mudança em matéria de defesa enfrentada pelo Japão desde a Segunda Guerra Mundial, ainda tem que passar pela Câmara Alta, onde o governo conta com uma maioria de mais de dois terços dos parlamentares.

Segundo a pesquisa divulgada hoje, os japoneses que se opõem à reforma constitucional porque a atual lei renuncia à guerra e propõe o pacifismo (88%), assim como defende os direitos humanos (51%).

Já 36% dos que apoiam as alterações dizem que a renúncia ao belicismo é um problema para o Japão. Outros 34% afirmam que a Constituição do país foi redigida sob pressão externa. A agência "Kyodo" realizou a pesquisa por correio, entrevistando 3 mil pessoas. / EFE

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