600 jornalistas esperam para entrar no Iraque

Cerca de 600 jornalistas estrangeiros aguardam na Jordânia autorização para entrar no Iraque, enquanto 18 redes de TV já foram autorizadas pelo Ministério do Interior a abrir escritórios na localidade fronteiriça de Ruwaished, 320 quilômetros a leste de Amã. ?Diante da iminência da guerra, acreditamos que aumentará nos próximos dias o número de jornalistas em busca de autorização para entrar no Iraque e o de tevês pedindo para alugar instalações perto da fronteira?, disseram fontes oficiais em Amã.Ao mesmo tempo, as emissoras CNN e CBS, dos EUA, e BBC e INT, da Inglaterra, anunciaram que manterão suas equipes em Bagdá, apesar das advertências do Departamento de Estado americano, que ordenou a retirada das famílias de funcionários dos EUA e do pessoal não essencial nas Embaixadas dos EUA no Kuwait, Arábia Saudita, Síria, Jordânia, Israel e outros países do Oriente Médio.EditoriaisOs grandes jornais americanos se dividem quanto à necessidade de os EUA lançarem uma guerra contra o Iraque. ?Os EUA, quase isolados, estão para lançar uma guerra em nome da comunidade internacional, que se opõe a ela?, afirmou ontem o editorial de The New York Times.?Seria prudente para Washington deixar de falar de hostilidades iminentes e trabalhar para encontrar uma resolução que conduza ao desarmamento e ao consenso. O caminho que trilha agora é precipitado. Exagerar nas ameaças e não considerar as preocupações dos aliados não ajuda a construir alianças fortes?, completou o jornal.Já o Washington Post considera que a ação militar ?será necessária por causa das reiteradas violações de Saddam Hussein às ordens da ONU para desarmar-se?. ?Bush tem razão em ir adiante, apesar da oposição da França e de outros países?, conclui o Post.

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