EFE/ Ministério Britânico De Defesa
Bombardeiros americanos B-25 Mitchell lançam bombas sobre alvos alemães na França durante ofensiva do Dia D EFE/ Ministério Britânico De Defesa

75 anos do Dia D: as histórias do desembarque na Normandia

Os principais líderes, eventos, jornalistas e personagens que participaram da campanha militar dos Aliados em 6 de junho de 1944, início da libertação do noroeste da Europa ocupada pelos nazistas, e foram fundamentais para o desfecho da 2ª Guerra

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de junho de 2019 | 09h38

PARIS - No dia 6 de junho de 1944 numa base aérea do sul da Inglaterra, Rémi Dreyfus, um oficial francês incorporado ao Special Air Service (SAS) britânico perguntou: onde está meu paraquedas? Resposta: não há, você vai num planador.

Essa história aconteceu com os 177 fuzileiros navais franceses do comando Kieffer, que desembarcaram no Dia D na praia de Sword Beach, na Normandia, mas não foram os únicos. Dreyfus, de 100 anos, relembra em seu apartamento em Paris com brilho nos olhos suas missões de exploração no bosque normando, entre Caen (oeste) e a boca do rio Orne.

"Um planador... Nunca havia pisado num planador", disse. "Mas bem, lá fomos. Éramos uns 15 a bordo. Decolamos às 18 horas, nunca soube de qual base aérea, não nos contaram", contou. "Havia planadores por todas as partes (...) Logo depois sobrevoamos milhares de barcos, protegidos por centenas de aviões de caça que ocupavam todo o espaço aéreo. Nenhum avião alemão podia se aproximar. Tive a impressão que éramos invencíveis... Ou seja: eu estava do lado dos invencíveis."

O planador de Rémi Dreyfus e de seus companheiros aterrissou sem problemas perto do povoado de Ranville, a nordeste de Caen. Como ponto de referência os pilotos usavam o campanário (torre onde fica o sino da igreja) atípico desta localidade.

"Tudo estava tranquilo, sem combates ou disparos. Minha missão oficial era ser intérprete para o general (Richard) Gale, mas logo percebi que ele não precisava", comenta com um sorriso. "Então fiquei passeando, por alguns dias, nesta pequena localidade da França livre". 

Blindados num bosque 

Então chegou Paul Jarrige, outro francês incorporado aos famosos comandos aéreos britânicos. "Foi quando inventamos o papel útil que podíamos desempenhar: fixamos como nossa missão explorar uma terra de ninguém, cerca de 10 km entre as linhas inglesas e alemãs. Nós saíamos pela noite, por volta das 22h, e retornávamos às 4h".

Eles iam em direção às florestas. "É preciso ter cuidado, não se aproximar muito das linhas alemãs, para não ser pego. Também não pode ficar muito longe. É muito sutil". 

"Fizemos quatro ou cinco missões de exploração deste tipo. Numa delas localizei duas dezenas de blindados alemães escondidos num pequeno bosque, facilmente reconhecível no mapa. Voltei, informei sobre a existência deste pequeno bosque e do que havia ali; os bombardeiros destruíram tudo por volta das 10 da manhã", acrescenta, enquanto arruma sobre uma mesa da sala de casa as quatro condecorações recebidas. A mais valiosa para ele é a Cruz de Lorena da França Livre.

Durante as patrulhas clandestinas, Dreyfus conheceu muitos franceses. A maioria estava encantada por ver a insígnia azul, branca e vermelha no ombro deste soldado com uniforme britânico. "Outros menos, por exemplo os que perderam cabeças de gado nos bombardeios", recorda.

Após a conquista de Caen e o início da derrota alemã, pediu para voltar à Inglaterra. Se uniu ao SAS. A missão seguinte foi em agosto: impedir que as tropas alemães se deslocassem do sul para o norte da França.

"Trinta equipes de dez paraquedistas, para bloquear 20 a 25 estradas", afirma. "Devíamos atacar os alemães o quanto antes... Não era sempre fácil". Contavam com a ajuda de membros da Resistência Francesa que haviam bloqueado as estradas.

Em setembro chegou ao fim a participação na campanha da França de Rémi Dreyfus, filho de banqueiro. Ele se formou na Escola de Estudos Superiores do Comércio, em 1939. Retornou "com alegria" para a vida civil e começou a trabalhar numa rede de supermercados, onde ocupou um cargo executivo durante toda a vida profissional. / AFP

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O Dia D em mapas e números

Veja o tamanho dos efetivos envolvidos na batalha, incluindo suas divisões aéreas, marítimas e terrestres, e também os principais momentos do tomada da Normandia

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de junho de 2019 | 13h55

PARIS - O desembarque aliado de 6 de junho de 1944 foi o maior da história em termos de navios envolvidos. Ao fim do dia, mais de 200 mil homens se encontraram cara a cara na Normandia.

Aliados

• Efetivos: 156.177 homens (cinco divisões de Infantaria e três divisões aerotransportadas) desembarcaram no Dia D. Segundo os números do Memorial de Caen, 10.470 morreram, ficaram feridos, ou desapareceram.

Pelo mar, chegam cerca de 133 mil homens: 58 mil americanos nas praias de Utah e Omaha, 54 mil britânicos em Gold e Sword, e 21 mil canadenses, em Juno. Além disso, 177 franceses desembarcaram em Sword. Pelo ar, 23 mil homens: 13 mil paraquedistas americanos saltaram sobre Utah e 10 mil britânicos entre Orne e Dives.

• Aviação: apenas no dia 6 de junho, 11,5 mil aeronaves (incluindo 3,5 mil planadores, 5 mil caças e 3 mil bombardeiros) sobrevoaram as praias normandas e soltaram 11.912 toneladas de bombas sobre as defesas alemãs na costa. As perdas foram pequenas: 127 aviões perdidos e 63 danificados.

• Forças Naval: A "Operação Netuno" envolveu 6.939 navios. A força do desembarque propriamente dita incluiu 4.126 embarcações distribuídas em 47 comboios. Uma parte dos veículos, os Landing Craft Assault (LCA), fez a travessia a bordo de barcos mais potentes para ser lançados ao mar apenas próximo à costa de uma de suas cinco praias de desembarque.

Os outros tipos de navios atravessaram o Canal da Mancha por seus próprios meios, especialmente os Landing Craft Infantry (LCI), pequenos transportadores de tropas, os Landing Craft Tanks (LCT), que transportaram tanques e veículos, os Landing Craft Vehicle Personal (LCVP), os Landing Ship Tanks (LST), assim como os famosos "ducks" (patos), veículos anfíbios propulsados por hélice.

No total, foram transportados 20 mil veículos e 1 mil tanques. A frota logística compreendeu 736 navios auxiliares e 864 navios mercantes para o transporte de víveres, munições e hospitais flutuantes. Entre os navios mercantes, 54 foram afundados de propósito para formar armazéns artificiais.

A esquadra de combate: 137 navios de guerra, incluindo sete encouraçados, cerca de 20 cruzadores, 221 destróieres, fragatas, corvetas, 495 lanchas, 58 caças-submarinos, 287 navios-varredores, quatro lança-minas, dois submarinos. 

Forças alemãs

• Efetivos: pouco menos de 150 mil soldados do 7º Exército estavam estacionados na Normandia, e cerca de 50 mil, na zona de desembarque. 

Perto das praias, estavam a divisão 21 - a única divisão blindada, a sudeste de Caen - e seis divisões de Infantaria.

Outras duas divisões blindadas, a 12 SS (Hitler-Jugend) e a divisão Panzer-Lehr, estavam situadas perto de Evreux e de Alençon-Le Mans, respectivamente.

As divisões 1ª SS, 2ª e 16ª se mantiveram no norte do Sena, nos arredores de Mons, Péronne e Senlis.

• Aviação: grande parte das aeronaves foi enviada para o front leste. Restaram apenas cerca de dez bombardeiros e caças.

• Marinha: 30 lanchas, quatro destróieres, nove torpedeiros e 35 submarinos. / AFP

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Os principais atores do Dia D na Normandia

Eisenhower, Bradley, Montgomery, Churchill e De Gaulle entre os aliados; Rommel e von Rundstedt do lado dos alemães foram peças-chave no 6 de junho de 1944

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de junho de 2019 | 11h07

PARIS - Eisenhower, Bradley, Montgomery, Churchill e De Gaulle entre os aliados. Rommel e von Rundstedt do lado dos alemães. Apesar de não estarem todos na Normandia, no dia 6 de junho de1944, foram figuras destacadas no Dia D

• Eisenhower, o grande líder

O general Dwight Eisenhower (1890-1969), nascido em uma família modesta de testemunhas de Jeová, com ascendência paterna alemã, comanda de Londres as forças aliadas na Europa. No dia 5 de junho de 1944, "Ike" aproveita uma melhora no tempo e lança a Operação Overlord. 

"Os homens livres do mundo marcham para a vitória... Só aceitaremos a vitória total!", declarou no dia 6 de junho em sua ordem do dia aos "Soldados, Fuzileiros e Aviadores das Forças Expedicionárias Aliadas". 

Chefe do Estado-Maior americano e mais tarde comandante supremo da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), foi eleito presidente dos Estados Unidos em novembro de 1952, e governou durante dois mandatos. 

• Bradley, "O General soldado"

Membro da Infantaria e conhecido como o "General soldado", o americano Omar Bradley (1893-1981) destruiu com os britânicos em 1943 na Tunísia o temível Exército do marechal Rommel, o Afrika Korps, e se distinguiu na Sicília em 1943. 

Mais tarde comandou as forças americanas durante o desembarque. Libertou a Bretanha e se dirigiu ao Reno, entrando na Alemanha até o Elba, onde confluiu com o Exército Vermelho em meados de abril de 1945. Libertou o campo de extermínio de Mathausen, na Áustria. Em 1949, se tornou o primeiro chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos. 

• Montgomery: o estrategista

Bernard Montgomery (1887-1976) comandou em 1940 o 2º Corpo do Exército britânico e em 1942 o 8º Exército. Este excelente estrategista preparou a invasão da Itália e, mais tarde, foi chamado a Londres por Eisenhower para organizar o desembarque. 

Na Normandia, alguns aliados criticaram seu comando diante do lento avanço das tropas britânicas na região de Caen. Mas era o próprio Churchill que influenciava as decisões de "Monty". 

• Churchill, o "velho leão"

Winston Churchill (1874-1965) se tornou o chefe militar ao assumir um governo de coalizão em 10 de maio de 1940, após o ataque nazista à Holanda, Bélgica, Luxemburgo e França. "Não tenho nada mais a oferecer que sangue, esforço, lágrimas e suor" com um único objetivo: "a vitória, vitória a qualquer preço", declarou na ocasião. 

Convocou a população através da emissora estatal BBC, cujas ondas concedeu a Charles de Gaulle para um memorável discurso em 18 de junho de 1940. Os preparativos para a Overlord, operação decidida com Roosevelt e Stalin, o obrigaram a passar dias no subsolo londrino. Em 1953, suas memórias lhe valeram o Nobel de Literatura. 

• De Gaulle, afastado

Desde junho de 1940, Charles de Gaulle (1890-1970) tratou de manter a França na guerra para garantir sua presença entre os vencedores. Mas os aliados o excluíram na hora do desembarque. No início de junho de 1944, rejeitou tudo relacionado a uma administração provisória da França por parte dos aliados. 

Voltou à França em 14 de junho. "Levei vários dias preparando esta viagem, mas os aliados não se apressaram em facilitá-la", denunciou em suas Memórias de guerra. Já como presidente, declinou assistir à cerimônia do desembarque, como em 1964, por ocasião de seu vigésimo aniversário. 

• Rommel estava na Alemanha

O marechal Erwin Rommel (1891-1944), conhecido como a "Raposa do Deserto" por seus sucessos na Líbia, organizou a resistência alemã diante da ofensiva aliada de 6 de junho. Não demorou a perceber que a Alemanha não poderia vencer a guerra e já em fevereiro de 1944 foi convocado por um grupo de oficiais que planejavam derrubar Hitler. 

No dia 6 de junho de 1944 estava na Alemanha para o aniversário de sua mulher. Voltou ao mesmo dia para a França. Ferido no dia 17 de julho de 1944 por um avião britânico, não pode ajudar os conspiradores do 20 de julho. Hitler decidiu não julgá-lo, mas ordenou que se envenenasse. Recebeu um funeral de Estado. 

• Von Rundstedt, crítico mas legalista

O general Gerd von Rundstedt (1875-1953) comandou na França a batalha das Ardenas (1940) e a campanha na Rússia. Após o desembarque na Normandia aconselhou Hitler a negociar a paz. Furioso, o "Führer" o destituiu e o substituiu por Gunther von Kluge. Capturado e preso pelos britânicos, foi acusado de crimes de guerra. Mas em 1949 foi libertado por razões de saúde. / AFP

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Ícones do jornalismo também desembarcaram na Normandia

Nomes como Robert Capa, Ernest Hemingway, Walter Cronkite, Samuel Fuller ou Ernest Pyle estiveram na França em 6 de junho de 1944

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de junho de 2019 | 15h44

PARIS - Grandes nomes da imprensa escrita e fotográfica, e do cinema, como Robert Capa, Ernest Hemingway, Walter Cronkite, Samuel Fuller ou Ernest Pyle estiveram no dia 6 de junho de 1944 na Normandia.

Robert Capa

Nascido em Budapeste em 1913 e falecido em 1954 na Indochina, Robert Capa, já famoso por sua cobertura da Guerra Civil espanhola, foi único fotógrafo presente, no dia 6 de junho, na praia de Omaha Beach, no setor "Easy Red". 

Ele trabalhava para a revista Life. A bordo de uma das seis lanchas do desembarque da companhia E do 16º regimento, ele registrou com sua câmera Leica cerca de 120 fotos durante mais de seis horas sob os disparos dos alemães. 

Os rolos dos filmes fotográficos foram enviados imediatamente para o escritório em Londres da revista. Ali, um ajudante de laboratório, apressado, fecha mal a porta do local de revelação, arruinando as imagens. 

Sobraram apenas 11 fotos mais ou menos aceitáveis, fora de foco e borradas, que mesmo assim foram publicadas no mundo todo. Capa, sem perder o bom humor, publicará suas memórias de guerra com o título "Ligeiramente desfocado" ("Slightly Out of Focus"). "Tínhamos a impressão de que estava em todas as partes ao mesmo tempo, com sua câmera. E principalmente onde havia tiros", escreveria sobre ele o jornalista Walter Cronkite.

Ernest Hemingway

No dia 6 de junho pela manhã, os militares americanos deixam Ernest Hemingway (1899-1961), de forte personalidade e pouco apreciado pelos suboficiais, em um barco de apoio, já que não tinha autorização para desembarcar. 

Acompanhando a sétima onda de ataque que avança por Omaha Beach, o escritor, já famoso, observava todos os combates, com os olhos grudados no binóculo Zeiss, repreendendo o timoneiro que tentava controlar a embarcação entre as ondas, ao lado de caixas de explosivos protegidas com plástico. 

Escreveu reportagens sobre o Dia D e até um romance no qual relata o horror nas praias e o medo dos soldados. No dia 25 de agosto, o futuro Prêmio Nobel de literatura, participou da libertação de Paris, apesar de as afirmações sobre ter sido um dos primeiros a entrar na cidade, ou ter libertado o famoso Hotel Ritz, fazerem parte mais da lenda do que da realidade.

Walter Cronkite

Conhecido como "o homem que mais confiança inspira nos Estados Unidos", Walter Cronkite, morto em 2009 aos 92 anos, está associado às grandes páginas da história da segunda metade do século 20 em seu país (Coreia, Vietnã, assassinato de Kennedy, etc...). 

Começou nos anos 1930 trabalhando para as agências Scripps-Howard e United Press. Acompanhou o Exército americano durante o desembarque na Normandia. Dizem também que foi o primeiro a escrever uma reportagem sobre o desembarque. 

Narrou tudo em primeira pessoa, o que contrariava os costumes das agências de notícias. Cronkite cobriu em seguida o processo contra os chefes nazistas em Nuremberg. Entre 1946 e 1948 é o chefe do escritório da United Press em Moscou. Sua carreira continuou na televisão, na CBS. "De tudo o que vivi, o Dia D é o que mais me marcou", dizia.

Samuel Fuller

Escritor, cineasta (autor do famoso "Shock Corridor", "Paixões que alucinam", em português), Samuel Fuller (1912-1997), o então soldado de segunda classe, foi um dos primeiros a desembarcar em Omaha Beach com a 1ª divisão de infantaria do Exército americano, a famosa "Big Red One". 

Nada o preparou para esta experiência que conta em histórias cativantes: "Na Sicília, na Normandia, em todas partes, não nos importava onde estávamos. Estávamos em guerra. E a guerra é 'matar, matar, matar' (...) A guerra não é psicológica, não é os serviços de Inteligência, nem a espionagem. É m#rd@ isso. São fuzis e balas. Por 5 centavos a peça. E a morte". Filmara em 1980 "The Big Red One" ("Agonia e Glória"), a partir de sua própria experiência como soldado.

Ernest Pyle

Nascido em 1900, o repórter americano Ernest Pyle morreu em abril de 1945 sob as balas japonesas em Okinawa, ao lado do Exército dos EUA, logo após ganhar o prêmio Pulitzer. Cobriu para a agência Scripps-Howard a guerra na África do Norte, na Itália e na França, do desembarque da Normandia à libertação de Paris. 

Foi um correspondente de guerra de primeira linha, que recorria a um estilo simples e direto para alcançar pessoas comuns, de soldados a civis. O filme "Story of G.I. Joe" ("Também Somos Seres Humanos"), dirigido por William Wellman e interpretado por Robert Mitchum, usa como base seus relatos. Pyle morreu antes da estreia da produção, em 1945. Samuel Fuller dizia que este filme era "o mais autêntico" entre os produzidos durante a guerra.

Joseph Kessel

O escritor e jornalista francês Joseph Kessel (1898-1979), nascido na Argentina, coautor da letra da famosa canção da resistência francesa "Chant des Partisans", escreveu "Le bataillon du ciel", a epopeia dos paraquedistas franceses que ajudaram no avanço aliado na Normandia depois do desembarque.

Não estava na Normandia no dia 6 de junho de 1944. Em 1942, disse a De Gaulle: "quero combater". O general respondeu: "Escreva um livro melhor sobre a Resistência". Esse livro, publicado em 1943, foi "O exército das sombras".

Na cidade francesa de Bayeux, na Normandia, em colaboração com a organização Repórteres Sem Fronteiras, conta com um memorial dedicado aos jornalistas mortos trabalhando desde 1944, com dois mil nomes, um espaço único na Europa. / AFP

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