77 podem ter morrido em queda de ponte

O número de mortos no desabamento da ponte do Rio Douro , de 116 anos, em Castelo de Paiva (perto do Porto), no último domingo, pode aumentar, chegando a 77, informaram nesta terça-feira as autoridades locais. Elas suspeitam de que haja um terceiro automóvel no fundo do rio (além de um ônibus com 67 pessoas e dois automóveis) que, em alguns trechos, chega a ter 30 metros de profundidade. Até agora só o corpo de uma mulher de 50 anos, passageira do ônibus, foi retirado das águas. Nenhum vestígio dos veículos desaparecidos foi encontrado. "Devem ter sido levados pela correnteza a quilômetros de distância", disse um bombeiro. O trabalho dos mergulhadores foi interrompido temporariamente por causa do mau tempo, da forte correnteza e das águas turvas do rio. Apenas uma lancha da Marinha portuguesa, equipada com sonar, navegava pelo rio nesta terça, tentando localizar os veículos. A polícia passou a temer pela existência de mais vítimas quando uma empresa local deu pela falta de um funcionário que, na noite do acidente, dirigia um de seus carros de entrega de mercadorias em companhia de um amigo. Além disso, uma jovem moradora de Castelo de Paiva informou as autoridades sobre o desaparecimento de seu noivo na noite de domingo. O acidente ocorreu por volta de 21 horas GMT (19 horas de Brasília). O presidente de Portugal, Jorge Sampaio, esteve no local. Foi bem recebido pelos parentes das vítimas que, no dia anterior, haviam vaiado o primeiro-ministro Antonio Guterres, culpando-o pela tragédia.

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