Suliman el-Oteify/AP
Suliman el-Oteify/AP

79 mil russos estão presos no Egito após a suspensão dos voos

Na sexta-feira, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, suspendeu os voos em razão da teoria de que uma bomba teria sido detonada no avião que caiu no Sinai

O Estado de S. Paulo

07 de novembro de 2015 | 19h47

MOSCOU - Cerca de 79 mil russos estão presos no Egito após o Kremlin ter deixado em terra todos os voos para o país após a queda de um avião russo na semana passada em um resort egípcio, disse o chefe da agência de turismo estatal da Rússia neste sábado, 7.

O presidente russo, Vladimir Putin, ordenou a suspensão de voos na sexta-feira, em um possível sinal de que a Rússia está dando mais credibilidade à teoria de que uma bomba teria sido detonada no avião de passageiros, matando todas as 224 pessoas a bordo.

Oleg Safonov, chefe da Rostourism, disse que a maioria dos russos no Egito estavam de férias nos resorts do Mar Vermelho, em Hurghada e Sharm al-Sheikh, e que 1.200 pessoas já voltaram para casa.

"Um processo planejado para retirar os turistas será executado", disse Safonov. "Aviões vão chegar vazios e serão ocupados por aqueles turistas que devem voltar para casa."

Safonov disse que os passageiros voltarão sem bagagem, decisão semelhante à tomada pela Grã-Bretanha como parte dos esforços para levar milhares de turistas para casa em meio a preocupações de segurança reforçadas.

Grã-Bretanha. Uma autoridade britânica divulgou que 2 dos 11 aviões que estão à espera em dois aeroportos do Chipre para poderem voar ao Egito já decolaram.

Adamos Aspris, porta-voz da operadora do aeroporto, afirmou que mais três aviões de diferentes companhias aéreas, com capacidade para cerca de 180 passageiros, devem voar para Sharm El-Sheikh e levar mais turistas no domingo.

Ele afirmou que o aeroporto do balneário egípcio, que já está lotado, conta com medidas de segurança específicas e só pode lidar com um número limitado de voos no momento.

Investigações. Autoridades do Egito afirmaram neste sábado que os investigadores estão tentando determinar a natureza de um barulho ouvido no segundo final de gravação da cabine do piloto do avião. O governo egípcio também criticou as autoridades estrangeiras por não compartilharem informações de Inteligência sobre o que pode ter causado o desastre.

Na primeira coletiva de imprensa do Ministério de Aviação Civil do Egito desde o incidente, Ayman Al Moqadem, chefe do comitê que investiga a queda do avião, pediu aos governos estrangeiros que divulgassem qualquer informação de Inteligência que os levassem a especular que o desastre teria ocorrido por uma bomba.

Moqadem afirmou que a investigação ainda está na fase de coleta de informações, mas destacou que o modo autopiloto estava ligado no momento em que o avião se desintegrou. Esse fato, junto a evidências de que o avião ainda estava subindo quando as caixas pretas pararam de gravar, sugere fortemente que o que causou o acidente ocorreu tão rápido que os pilotos não tiveram tempo de reagir. /REUTERS, ASSOCIATED PRESS e DOW JONES NEWSWIRES

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