8 mortos em mais um dia de violência no Afeganistão

Quatro afegãos e quatro soldados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) foram mortos neste domingo durante o feriado do Eid al-Fitr, que marca o encerramento do mês sagrado do Ramadã.

AGÊNCIA ESTADO, Agência Estado

19 de agosto de 2012 | 19h33

O grande número de mortes no Afeganistão nas últimas semanas coincide com um momento no qual a coalizão militar estrangeira empenha esforços na retirada de tropas.

A Otan afirmou neste domingo que um membro do seu serviço militar foi morto a tiros no sul do Afeganistão, na cidade de Bamiyan. O autor dos disparos vestia uniforme militar afegão.

Em outro ataque, também na província de Bamiyan, uma bomba escondida em um cemitério explodiu e matou um chefe de polícia e seu irmão, que visitavam os túmulos de familiares no feriado do Eid al-Fitr, que marca o fim do jejum do Ramadã. Os dois mortos eram irmãos de um parlamentar da província de Helmand, chamado Abdulwadood Popal, que não estava junto com as vítimas no cemitério.

Também na manhã deste domingo, sete membros de uma família ficaram feridos na província sulista de Lashkar Gah quando uma bomba explodiu. Ninguém assumiu a autoria dos ataques.

Mais tarde, no sudoeste afegão, em Farah, um funcionário do serviço aduaneiro e seu irmão foram mortos dentro de um carro por homens armados sobre uma motocicleta. As vítimas estavam a caminho de visitar a família.

Enquanto isso, outros três soldados da Otan foram mortos quando o caminhão em que trafegavam passou sobre uma bomba em uma rodovia no distrito de Kohmard, região central do país. O porta-voz do Taleban, Zabiullah Mujahid, reivindicou a responsabilidade pelo ataque em uma declaração oficial em nome do grupo.

Com as mortes deste domingo, pelo menos 41 soldados estrangeiros foram mortos neste mês no Afeganistão. O presidente Hamid Karzai condenou os ataques, dizendo que os inimigos dos muçulmanos estão tratando o povo afegão com muita crueldade e violência e disse que o Taleban deve repudiar os ataques caso não seja o responsável pelo derramamento de sangue no país.

Em uma mensagem oficial, o líder taleban mulá Mohammad Omar disse para que seus combatentes evitem ataques e mortes. Na mensagem de oito páginas, enviada à imprensa internacional, o Taleban, apesar de condenar o emprego de táticas contra a vida, não considerou como "civis" aqueles que colaboram com o governo atual.

Segundo a ONU, 1.145 civis já foram mortos na primeira metade do ano e 1.954 ficaram feridos.

Ainda neste domingo, autoridades relataram um ataque aéreo das forças de coalização no nordeste do país, matando um grande grupo de supostos milicianos do Taleban. A Otan, por intermédio de seu porta-voz, o major Martyn Crighton, alegou que ao menos duas dúzias de insurgentes foram mortas neste ataque em Kunar, província vizinha a Jalalabad. Já o governador da província afirma que o número de mortos é próximo a 50 supostos insurgentes. As informações são da Associated Press.

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