EFE - 1/9/1939
Alemães rompem cancela na fronteira com a Polônia EFE - 1/9/1939

Invasão da Polônia completa 80 anos como um reflexo imperfeito do mundo atual

Para analistas, ofensiva alemã foi desfecho de crise que dialoga com o presente

Carla Bridi e Marcelo Godoy, O Estado de S. Paulo

01 de setembro de 2019 | 05h00

Às 4h45 do dia 1º de setembro de 1939, o encouraçado alemão Schleswig-Holstein abriu fogo contra um depósito militar polonês em Danzig. O bombardeio marcou o início do conflito mais sangrento da história. Pela primeira vez, uma guerra generalizada envolvia todos os quatro cantos do mundo. Em seis anos, o surto de insanidade deixou mais de 60 milhões de mortos e terminou com duas bombas atômicas sendo lançadas sobre áreas civis. 

Para muitos historiadores, a 2.ª Guerra é o desfecho de um período de instabilidade causado pela crise de 1929 e agravado pelo avanço agressivo do nacionalismo. Desde a crise econômica de 2008, que também foi seguida de uma onda nacionalista, tem sido tentador estabelecer um elo com o passado. 

“O contexto da 2.ª Guerra começa em 1929. A incapacidade de superar a crise e o nacionalismo exacerbado, em detrimento do livre-comércio, foram fatores importantes. Hoje, temos uma situação parecida”, disse ao Estado Williams Gonçalves, professor de relações internacionais da UERJ. “Após a crise de 2008, grandes potências, como os EUA, fugiram da globalização e deram preferência a acordos bilaterais. É a mesma coisa do protecionismo inglês e francês da década de 30.” 

Para o historiador da USP, Marcos Napolitano, apesar de atualmente não haver “regimes abertamente totalitários”, como o nazismo, existe “um choque entre potências econômicas e governos de direita, mais preocupados com questões internas”. “Uma das consequências mais sérias disso é a guerra comercial entre China e EUA, que pode evoluir para um atrito mais sério em médio prazo”, afirmou. 

O escritor Tim Lister também estabelece um elo. “Nos anos 30, de maneira semelhante, a crise econômica estimulou o protecionismo, a hostilidade contra minorias, provocou o colapso das instituições internacionais e uma sensação de que a democracia havia fracassado”, disse.

Para muitos, a comparação pode soar exagerada. Afinal, o rádio foi substituído pela internet e pelas redes sociais, grupos paramilitares não caçam dissidentes nas ruas, as instituições nacionais são mais fortes que nos anos 30 e o conceito de direitos humanos está mais enraizado. Mas se história nunca se repete, ela rima, segundo a lógica atribuída ao autor americano Mark Twain, que acreditava que os acontecimento se reproduziam em outro contexto.

Segundo David Motadel, historiador da London School of Economics, o período mais autoritário da era moderna foi o entreguerras, fértil de autocratas da dimensão de Getúlio Vargas, Kemal Atatürk, Francisco Franco, Antônio Salazar, Mussolini, Hitler e Stalin. “Essa experiência autoritária resultou na maior tragédia da história humana”, disse Motadel, sobre o início da 2.ª Guerra. 

A maior parte do conflito foi travada na Europa, embora tenha envolvido tropas do mundo todo. Os australianos lutaram do lado aliado no Mediterrâneo. Os indianos ajudaram a derrotar forças nazistas na África. O México apoiou o esforço de guerra americano e despachou um esquadrão de 300 pilotos para combater o Japão. O Brasil também teve um papel ativo, enviando uma força expedicionária para lutar na Itália, em 1944. 

Entre os 25 mil brasileiros escalados para o combate estavam cerca de 60 judeus. Foi o caso do jornalista Jacob Gorender, do escritor Boris Schnaiderman e do dentista Israel Rosenthal. “Eu era oficial de infantaria. Mas, chegando ao acampamento, fui requisitado para trabalhar como dentista. Fui voluntário e sabia das perseguições aos judeus na Europa”, disse Rosenthal, de 99 anos. 

A guerra que começou 80 anos atrás terminou com a certeza de que era preciso criar uma estrutura institucional para evitar que o mundo caísse na mesma armadilha do nacionalismo. Era o momento de apostar no multilateralismo e aumentar a interdependência entre as nações. Quanto mais os interesses nacionais estivessem emaranhados, menores as chances de um novo conflito.

Entre os pilares institucionais criados estão ONU, Otan, Banco Mundial, FMI e União Europeia. Ironicamente, é contra essa velha ordem multilateral que lutam novos autocratas como Viktor Orban, Matteo Salvini e Donald Trump. “Eles têm muito em comum: são centralizadores, nacionalistas e estão em guerra contra minorias”, afirma Motadel. “Hoje, eles são a maior ameaça à ordem liberal criada após a 2ª Guerra.”

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Guerra colocou irmãos brasileiros em lados opostos

Paul Heinrich lutou com os alemães e Gerd Emil foi para a Itália com brasileiros

Carla Bridi, O Estado de S.Paulo

01 de setembro de 2019 | 05h00

A cultura germânica é passada de geração em geração na família de Gerd Emil Brunckhorst, brasileiro com ascendência alemã. Do seu apartamento em São Paulo, ele e a esposa Margareth se comunicam com filhos e netos em alemão.

Suas origens são responsáveis, indiretamente, pela sua participação na Campanha da Itália (1943-1945), com a Força Expedicionária Brasileira (FEB), que enviou soldados para 2.ª Guerra. Do lado oposto, seu irmão caçula, Paul Heinrich Brunckhorst, foi convocado para lutar no Exército de Hitler.

Paul se mudou para a Alemanha para morar com um tio um ano antes do início da guerra, em 1938. “Ele nunca tinha passado de 1,50 m. Um problema glandular. Mas pensamos, ‘quem sabe a mudança de clima ajuda’. Nunca ajudou”, lembra Gerd. 

Por ser filho de alemães, o Terceiro Reich recrutou Paul para servir o país, aos 20 anos, em 1943. “Ele estava feliz, porque havia sido considerado apto para lutar”, conta Gerd. Após ser designado motorista, escreveu dizendo que havia sido destacado para a frente russa. E nunca mais deu notícias. 

Já Gerd, no ano seguinte, foi para Nápoles no primeiro navio brasileiro, em 2 de julho de 1944, compondo o Batalhão de Engenharia do 6.º Regimento de Infantaria, de São Paulo. “Eu queria ir. Queria provar que sou brasileiro a todo custo. Fiz questão.” 

A motivação de Gerd vinha da discriminação vivida no trabalho. A campanha antigermânica no governo de Getúlio Vargas fez com que ele fosse demitido da companhia de seguros onde trabalhava no Rio de Janeiro, no setor marítimo, com outros três alemães, por “ordens superiores”. 

Intérprete. Nos quatro meses em que ficou na Itália, como cabo, acompanhou oficiais do Exército servindo de intérprete de inglês e alemão. Gerd era trilíngue, após ter completado os estudos na Deutsche Schule de São Paulo, atual Porto Seguro. 

Ao ser afastado depois de um acidente enquanto montava o acampamento, com complicações no fêmur esquerdo, Gerd também serviu de intérprete nas bases hospitalares americanas onde ficou internado, antes de ser mandado de volta ao Brasil. “Uma enfermeira me levou até um soldado alemão machucado. ‘Vai lá, ele está tão sozinho’, ela me disse. Meus colegas brasileiros me incentivaram. Disseram que ele era um cara bacana.” 

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Quatro anos após Hiroshima, nasce duelo atômico

Em agosto de 1949, soviéticos detonaram bomba mais poderosa que as americanas

Roberto Godoy, O Estado de S. Paulo

01 de setembro de 2019 | 05h00

“Joe 1” era uma bomba. Uma espécie de “Zé” das armas pesadas para os analistas de Defesa dos EUA, chegava ao mundo pouco mais de quatro anos depois das explosões atômicas de Hiroshima e Nagasaki. Sobre ela, pouco se sabia até a manhã de 29 de agosto de 1949. Segundo a pesquisadora Patrice Franklin, da Universidade Notre Dame, os serviços de inteligência americanos não acreditavam que a União Soviética pudesse reunir recursos tecnológicos e financeiro. Estavam errados. 

Tratada de Joe 1, em uma citação irônica a Joseph Stalin, que governou a URSS por mais de 30 anos, a bomba era um plano em evolução desde 1934, quando o físico Georgy Flyorov descreveu a teoria no Congresso de Altas Energias de Stalingrado. Em novembro de 1939, apenas dois meses depois da invasão da Polônia pelas tropas de Adolf Hitler, ele enviaria um relatório reservado para o Kremlin, alertando para a pesquisa do que chamou de “uma superarma” em centros secretos da Alemanha e, do lado dos aliados, nas universidades americanas. O empreendimento alemão foi um fiasco. O americano, um sucesso.

Iniciado em 1940, o programa russo só ganhou velocidade quando a 2.ª Guerra entrou na fase final, em 1944. Em 1946, o Laboratório n.º 2 passou a ser a sede do empreendimento. Nos documentos oficiais, era citado como “escritório” ou “armazém”. Uma cidade inteira foi construída às margens do lago Baikal para receber o pessoal de serviços gerais, militares, técnicos, especialistas e as instalações de apoio, principalmente os laboratórios. 

Conhecido como “Ponto Atômico Mãe”, o complexo chegou a abrigar 50 mil pessoas, mantidas sob controle da polícia política em um regime bem parecido com o de um confinamento. Em Los Alamos, nos EUA, os 130 mil envolvidos no Projeto Manhattan, das armas atômicas americanas, estiveram submetidos ao mesmo esquema de segurança máxima. 

O programa “Primeiro Relâmpago” foi entregue a dois notáveis da ciência soviética: Andrei Sakharov e Igor Kurchatov. O nome oficial do dispositivo era RDS-1. Foi detonado às 7 horas, no Casaquistão. A manhã que virou noite em 25 segundos deu início ao terror da corrida nuclear interminável. No local, a União Soviética faria perto de 500 testes atômicos até 1989. O índice de radiação em um círculo de 18 mil km² ainda hoje é considerado de alto risco.

O dispositivo que explodiu, há 70 anos, estava montado em uma torre, sem a carenagem da bomba. Era uma grande esfera com sensores, relés, conectores de energia, mecanismos de regulagem e sistemas de medição. A “fuselagem” seria usada apenas no eventual lançamento por um avião. O RDS-1 tinha núcleo de plutônio. O processo produziu 22 quilotons (o equivalente a 22 mil toneladas de dinamite) e teve um rendimento efetivo de 85%. Tudo muito parecido com as bombas americanas. A rigor, parecido demais. No início dos anos 50, seria revelado que os soviéticos haviam recebido informações secretas repassadas por uma rede de espiões que agiam nos EUA - entre eles, vários cientistas.

Os governos ocidentais foram surpreendidos pelo teste. Um relatório conjunto da CIA e do MI-6 britânico sustentava que os soviéticos só teriam capacidade para construção de armas atômicas entre 1953 e 1954. O presidente dos EUA, Harry Truman, demorou 25 dias para anunciar que a Casa Branca dispunha de “fortes evidências da ocorrência de uma explosão nuclear” na URSS. Um ano depois, o arsenal de Moscou somava cinco bombas RDS-1. A Rússia atual de Vladimir Putin estoca 8,5 mil armas, 2,7 mil delas prontas para uso imediato.

O ensaio foi uma façanha, mas não foi a maior proeza. Em 30 de outubro 1961, na ilha de Nova Zemlya, no Ártico, os soviéticos executaram com sucesso o Experimento-220, a explosão da bomba mais potente já construída - entre 50 e 57 megatons (57 milhões de toneladas de TNT). Uma encomenda direta do então do líder Nikita Kruchev ao físico Sakharov, a prova deveria servir de instrumento político na Guerra Fria - a demonstração foi feita durante a realização do 22.º Congresso do Partido Comunista, em Moscou. 

Imperador. Os jornais ingleses deram à bomba o nome de “Czar”. Ela pesava 27 toneladas, tinha 8 metros de comprimento e 2 metros de diâmetro. Tudo era especial na operação. O avião transportador, um bombardeiro Tu-95 Bear, teve as portas de carga removidas para poder acomodar a peça. Para reduzir a velocidade e controlar a queda de 10,5 mil metros até a altitude de 4,2 mil metros, onde se deu a detonação, foi usado um paraquedas que pesava 800 kg. O cronômetro de bordo registrou, às 11h32, o momento do disparo.

O clarão inicial foi visto a mais de mil quilômetros de distância. A onda de calor era capaz de produzir queimaduras de 3.º grau a 100 km. O cogumelo nuclear atingiu 60 km de altura. O círculo mortal, dentro do qual não haveria sobreviventes, foi superior a 32 km. Nos 10 km mais próximos da coluna de fogo primária houve incineração total. As rochas e a superfície arenosa do solo, primeiro, derreteram, depois, vitrificaram, e grandes montanhas de gelo evaporaram. A onda de choque deu três voltas ao redor do planeta, segundo relatou o Serviço Geológico dos EUA (USGS). Mas poderia ter sido pior. 

Em seu livro de memórias, Andrei Sakharov conta que a bomba teria originalmente 100 megatons. Diante da impossibilidade de prever os efeitos e as consequências de uma ruptura dessa magnitude, o físico propôs a Kruchev um redesenho redutor, cortando a capacidade pela metade. Para o cientista russo, “a bomba 220 nos revelou a face cruel de Júpiter, o aniquilador”.

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Brasil teve 60 militares judeus para combater o nazismo

A maioria estava na FEB, enviada pelo País para lutar na Itália

Marcelo Godoy, O Estado de S. Paulo

01 de setembro de 2019 | 05h00

Moysés Chaon tinha um sonho: entrar para a Escola Militar do Realengo. Como era judeu, temia ser barrado. Procurou uma igreja no Engenho Novo e se batizou. Tudo para arrumar um papel que – pensava ele – lhe permitiria entrar na escola. Saiu aspirante em 1941. Era infante. Quando se abriu a seleção para a formação da Força Expedicionária Brasileira (FEB), Chaon decidiu que devia participar. Queria lutar contra o nazismo. E se tornou um dos maiores heróis da história da FEB, durante o ataque, tomada e a resistência em La Serra, ao lado do também tenente Apollo Miguel Rezk.

“Ele nunca renegou sua fé judaica”, afirmou o pesquisador Israel Blayberg, que se dedica a preservar a memória dos cerca de 60 militares judeus que combateram pelo Brasil na 2.ª Guerra Mundial. Depois da guerra, Chaon – que recebera a medalha Silver Star pela bravura em combate – chegara à patente de general. Seu irmão Alberto também fez a guerra, ambos no 1.º Regimento de Infantaria (1º RI). “Pelas regras, um dos dois poderia permanecer no Brasil, mas a mãe dos jovens impôs uma condição: ou iam os dois ou nenhum. Foram os dois”, conta Blayberg. A família de Chaon viera da Turquia para o Brasil. Assim como a de seu colega Rezk, um cristão maronita.

O Brasil enviou para lutar na Itália a Força Expedicionária Brasileira (FEB) e o 1º Grupo de Aviação de Caça. Eram mais de 25 mil homens que lutaram entre 1944 e 1945. A FEB teve 12 oficiais judeus, um dos quais chegou a marechal: Wanderley Levy Cardoso. Entre os judeus que se alistaram como oficiais temporários estava o tenente Salomão Malina, mais tarde secretário-geral do Partido Comunista Brasileiro (PCB), cuja família viera da cidade industrial de Lodz, na Polônia. Também estava o capitão Samuel Kicis, avô da deputado federal Bia Kicis (PSL-DF). “Meu avô lutou pela Pátria para defender o Brasil. Mas ele sabia que corria um duplo risco se fosse capturado”, contou a deputada. Malina – já militante comunista – queria combater o nazismo. A FEB não fez distinções ideológicas. Nacionalistas e comunistas tinham então um inimigo comum: o nazismo.

O capitão Kicis lutou em Monte Castelo, uma das principais batalhas da FEB. Era reservado e não gostava de falar sobre a guerra. A um amigo contou certa vez que se ausentara por poucos minutos do ponto em que trabalhava como observador da artilharia. Quando retornou, soube que uma bomba nazista havia caído ali, matando um sargento. Voltou surdo de um ouvido da guerra, mas isso não impediu que seguisse carreira no Exército, atingindo a patente de general de divisão. Morreu em 1984. Sua neta – também filha de militar – é hoje uma expoente do bolsonarismo no Congresso.

Intelectuais. Havia entre os judeus da FEB intelectuais como o jornalista e historiador comunista Jacob Gorender (soldado do 1º RI), o artista plástico Carlos Scliar (1.º Grupo de Obuses) e o escritor e tradutor Boris Schnaiderman (2.º Grupo de Obuses). Eram quase todos da esquerda judaica, que foi combater Hitler por dois motivos: as simpatias pela União Soviética e o dever moral de se combater o nazismo. “Eu achava absolutamente fundamental lutar contra o nazifascismo”, dizia Schnaiderman, morto em 2016.

De acordo com Blayberg, o que caracteriza todos os judeus da FEB foi o fato de eles todos terem sido voluntários para a guerra. Esse foi o caso do dentista Israel Rosenthal, de 98 anos, cuja família era da Bessarábia (atual Moldávia), a exemplo dos Kicis. “Eu era oficial de infantaria. Mas chegando ao acampamento, com a falta de dentistas, fui requisitado para trabalhar na área de saúde. Fui voluntário e sabia das perseguições aos judeus na Europa, mas nunca imaginei os campos de concentração”, disse. Rosenthal tinha ciência, no entanto, que se fosse capturado não teria chance de sobreviver.

Sua rotina era pesada – era responsável com outros três colegas pelo atendimento de 5,3 mil homens acampados em Stafolli, na região de Pisa, na Toscana. Ali ficava a tropa de reserva da FEB. Rosenthal era oficial do CPOR, da turma de 1943. De 115 homens da turma que se apresentaram como voluntários, 92 embarcaram, entre eles o economista Celso Furtado. “Éramos amigos.” Malina também era da turma de Rosenthal. “Antes de embarcar, ele era cliente do meu consultório. Nunca cobrei nada dele, que ele era de família pobre.” Dos 92 do CPOR, quatro ainda estão vivos.

Quando voltou ao Brasil, Rosenthal se ligou à associação de veteranos da FEB, que presidiu por oito anos. Cerca de 1,9 mil brasileiros morreriam na guerra – quase 500 na Itália –, a maioria em naufrágios. Entre eles, o único judeu morto na guerra, o 2.º comissário da Martinha Mercante Maurício José Pinkusfeld. Estava no navio Aníbal Benévolo, torpedeado pelo submarino alemão U-507, em 16 de agosto de 1942, na costa do Nordeste, em episódio que levara o Brasil a declarar guerra à Alemanha. "Havia dez judeus na Marinha de Guerra e Mercante e três na Força Aérea", conta Blayberg.    

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