90 mortos em dia de violência no Iraque

As forças americanas mataram hoje cerca de 90 combatentes iraquianos em diversas cidades doIraque. A nova onda de violência ocorreu na véspera da abertura de um congresso nacional que tenta obter um avanço no novo regime iraquiano, já abalado pelo levante liderado pelo clérigoradical xiita Muqtada al-Sadr em Najaf.O Exército dos Estados Unidos anunciou ter matado pelo menos 50 combatentes perto da cidade de Samarra, ao norte de Bagdá, área majoritariamente sunita, onde as tropas americanas lançaramrepetidos ataques para conter a guerrilha que se opõe à presença das tropas estrangeiras. Nos ataques contra os redutos da resistência em Samarra, as forças americanas utilizaram bombasde até 227kg.O ministro da Saúde, Ali Janun, disse que chegaram ao hospital de Samarra os cadáveres de 45 pessoas, entre elas várias mulheres e crianças. Apesar da trégua na cidade sagrada de Najaf, os combates entre as tropas americanas e as milícias de Al-Sadr ocorreram durantea madrugada na cidade xiita de Hilla, ao sul de Bagdá. Segundo o Ministério do Interior iraquiano, 40 rebeldes e três policiaismorreram. Mais de 40 pessoas ficaram feridas.Os combates em Hilla começaram depois que cerca de 20 soldados poloneses chegaram à delegacia da cidade para apoiar os policiais que se encontravam cercados por cerca de 250 rebeldes.A Polônia está no comando da Força Multinacional, de 8 mil efetivos, e seus soldados encarregados da região situada ao sul de Bagdá.Em Samawah, ao sudeste de Bagdá, as autoridades declararam o toque de recolher na cidade a fim de conter eventuais focos de violência de partidários de Al-Sadr. Pelo menos três iraquianos morreram e outros quatro ficaramferidos em três incidentes distintos perto da cidade de Kirkuk, norte do Iraque. Um civil morreu e outros três ficaram gravemente feridos quando desconhecidos dispararam metralhadorascontra a sede do Partido Democrático do Curdistão.Um tradutor iraquiano das forças americanas em Tikrit foi assassinado por desconhecidos que dispararam contra seu automóvel em uma estrada entre Kirkuk e Tikrit. Na cidade de Reyad, a 35 quilômetros de Kirkuk, um civil iraquiano morreu eoutro ficou ferido por disparos da patrulha americana que tinha sido atacada com granadas.O Exército dos EUA, por sua vez, informou hoje que um soldado e fuzileiro naval americanos morreram na sexta-feira no oeste doIraque, elevando a pelo menos 930 o número de militares dos EUA mortos em combate desde a invasão em março do ano passado.O Ministério da Saúde do Iraque informou que 21 pessoas, a maioria civis, foram mortas e mais de 270 ficaram feridas em combates envolvendo as forças dos EUA, a polícia iraquiana einsurgentes em Bagdá, Kut e a Província de al-Anbar, no oeste, nas últimas 48 horas.Na manhã de hoje, o Iraque retomou o bombeamento de seu petróleo para o porto turco de Ceyhan, a um nível nunca alcançado desde o ano passado por causa das múltiplas sabotagens de oleodutos. Segundo um funcionário da Companhia Petrolífera do Norte, o bombeamento é feito a um ritmo de 600 mil a 800 mil barris diários. O petróleo é conduzido pelo velho oleoduto que liga arefinaria de Beiji, ao oeste, e pelo novo que passa pela cidade de al-Fatha, 120 quilômetros ao oeste de Kirkuk.

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