95 mortos em onda de ataques sectários no Iraque

Uma onda da ataques matou pelo menos 95 pessoas em áreas sunitas e xiitas do Iraque nesta segunda-feira, informaram autoridades locais, elevando o número de mortos dos últimos sete dias para mais de 240 e ampliando um dos períodos mais longo de violência sectária no país em sete anos.

Agência Estado

20 de maio de 2013 | 19h04

A violência ainda está longe da escala e brutalidade dos dias mais sombrios do período entre 2006 e 2007, quando milícias sunitas e xiitas realizavam ataques umas contra as outras num ciclo de violência que deixou várias vítimas. Mas os ataques desta segunda-feira, alguns dos quais foram contra mercados e pontos de ônibus lotados durante o horário de pico matutino, elevaram os temores de que o país pode ficar novamente no caminho de uma guerra sectária.

As tensões têm-se intensificado no Iraque desde que a minoria sunita começou a protestar contra o que consideram maus-tratos cometidos pelo governo, liderado pelos xiitas. Os protestos, que começaram em dezembro, têm sido majoritariamente pacíficas, mas o número de ataques aumentou drasticamente após da violenta repressão contra um acampamento de protesto sunita em 23 de abril.

A maioria xiita, oprimida durante o governo de Saddam Hussein, agora está no poder. Concentrado mais na reconstrução do país do que na reversão dos conflitos, o governo têm contido suas milícias nos últimos cinco anos enquanto grupos extremistas sunitas como a Al-Qaeda vêm realizando ataques, algumas vezes em larga escala.

No entanto, as novas ações violentas, em áreas xiitas e sunitas, desde o final do mês passado, elevam os temores sobre o retorno da guerra sectária. Esta segunda-feira é o dia mais violento no Iraque em mais de oito meses e elevou para mais de 240 o número de mortos, segundo uma contagem da Associated Press.

O primeiro-ministro Nuri al-Maliki acusa grupos militantes de tentar explorar a instabilidade política iraquiana para agravar as tensões sectárias. Ele também responsabilizou os conflitos na região, particularmente na vizinha Síria, pela situação do país. Ao mesmo tempo, o premiê prometeu que os insurgente "não conseguirão trazer de volta a atmosfera de guerra sectária".

Muitos sunitas dos país afirmam que grande parte da agitação atual no país tem origem em decisões tomadas pelo governo de Al-Maliki, dizendo que seu governo plantou as sementes da tesão sectária ao se tornar mais agressivo em relação aos sunitas, após a saída dos militares norte-americanos do Iraque em dezembro de 2011. As informações são da Associated Press.

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