Stephane De Sakutin/Reuters
Stephane De Sakutin/Reuters

Iraque pede mais ajuda em solo e de inteligência para combater EI

Antes de reunião com representantes da coalizão internacional sobre o grupo extremista, premiê iraquiano pede apoio mundial

O Estado de S. Paulo

02 de junho de 2015 | 10h05

PARIS - O primeiro-ministro do Iraque, Haider al-Abadi, disse nesta terça-feira, 2, que as forças militares do país e seus aliados precisam de mais inteligência e ação para conter os avanços do grupo extremista Estado Islâmico (EI). "Eles são uma organização transnacional. Precisamos do apoio do mundo, inteligência do mundo, e não estamos conseguindo", afirmou.

O líder está em Paris e participa da reunião dos altos funcionários iraquianos com aliados internacionais, incluindo os Estados Unidos e a França. Ao chamar o EI de "organização transnacional", ele refere-se à forte adesão de estrangeiros ao grupo. "No ano passado, 60% dos membros eram iraquianos. Agora a maioria é estrangeira", alertou.

"Eles conseguiram reunir centenas de novos combatentes estrangeiros, bem treinados e bem armados", disse a um pequeno grupo de jornalistas antes da reunião. A coalizão liderada pelos EUA já realizou mais de 4,1 mil ataques aéreos, mas ainda não conseguiu derrotar o Estado Islâmico, que nos últimos dias tomou o controle de Ramadi, uma importante cidade do Iraque. "Precisamos de mais suporte no solo", disse o primeiro-ministro.

Nenhuma mudança brusca na estratégia deve ser anunciada depois dessa reunião. Os aliados insistem que as alternativas são limitadas e as forças iraquianas devem intensificar seus esforços. "As forças iraquianas simplesmente não mostram vontade de lutar", disse no domingo o secretário de Defesa dos EUA, Ash Carter.

O primeiro-ministro iraquiano discordou, dizendo que os soldados parecem não saber o que fazer, o que sugere falta de inteligência da coalizão, crucial na perda da cidade de Ramadi. "As forças iraquianas estão preparadas para lutar, mas se você não tem inteligência suficiente, como você pode reagir?", questionou. /AP

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.