À caça de ondas, surfistas irritam autoridades locais

Os surfistas eram um dos maiores obstáculos para as autoridades de Nova York e New Jersey na preparação para o Irene. Mesmo horas antes da chegada do furacão, dezenas de jovens dessas regiões dos EUA ainda estavam dentro do mar tentando aproveitar as ondas provocadas pelo fenômeno.

Gustavo Chacra, O Estado de S.Paulo

28 de agosto de 2011 | 00h00

"Essas pessoas precisam entender a gravidade da situação", disse o prefeito Michael Bloomberg. "Sei que é divertido pegar ondas grandes, mas a tempestade é grave. Não temos recursos para o salvamento deles. As pontes serão fechadas e eles ficarão ilhados", acrescentou, referindo-se a algumas praias no Queens e no Brooklyn.

O governador de New Jersey, Chris Christie, queria ir pessoalmente retirar os surfistas do mar e chegou a dar uma declaração irritado, não entendendo "como pessoas poderiam ir à praia em uma situação grave".

Além das autoridades, havia uma preocupação de universidades e edifícios com pessoas mais jovens ou idosas. A Universidade de Nova de York publicou, em site, informações para os novos estudantes que começariam as aulas esta semana.

A academia Reebok fechou as portas e também enviava atualizações sobre o clima. Bloomberg divulgou no Twitter um guia com informações em 11 línguas. Os 91 abrigos da cidade estão abertos para receber pessoas de todas as idades. Muitos aceitam animais de estimação. Em algumas regiões de Manhattan, há edifícios com mais de 45 andares e muitos moradores com mais de mais de 60 anos. O resgate de idosos nessas condições é considerado arriscado.

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