A caçada de Obama ao terrorismo nuclear

Revigorado pelo sucesso inicial de sua lei de reforma da saúde, o presidente americano, Barack Obama, busca alegremente sua grande temporada nuclear, tentando mobilizar o planeta contra o "terrorismo nuclear".

Análise: Gilles Lapouge, O Estado de S.Paulo

13 de abril de 2010 | 00h00

Em Paris, as iniciativas de Obama foram aplaudidas. Mas que não se tenha ilusões. Há nisso tudo muito jogo de cena e um efeito de comunicação. Os americanos fizeram da cúpula de Washington um sucesso antes mesmo de ela começar.

Os franceses já haviam lançado dúvidas sobre o acordo assinado na semana passada em Praga entre americanos e russos para substituir o velho Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Start) por um novo. Os avanços do novo pacto, porém, foram medíocres.

A reunião de Washington é uma boa ideia. Mas o Irã e a Coreia do Norte estão ausentes. Ora, esses dois países figuram entre os principais interessados - ou, seria o caso dizer, os principais suspeitos.

Existem hoje no mundo, disseminados por 50 a 60 Estados, 1.600 toneladas de urânio enriquecido e 500 toneladas de plutônio. O que se pode fazer com isso? Cento e vinte mil bombas nucleares.

É CORRESPONDENTE EM PARIS

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