A cada duas horas, há um seqüestro na Colômbia

Um a cada duas horas. Esta foi a média do seqüestros na Colômbia no ano passado e, entre 1995 e 2000, 12.539 pessoas foram seqüestrdas no país, tanto pela guerrilha como por delinqüentes comuns, informou hoje o governo. Nos últimos cinco anos, foram seqüestradas 1.006 crianças. E, segundo o ministério da Defesa, no ano passado ocorreram 3.706 seqüestros - a mais alta cifra da história colombiana recente. A isto se somam as pessoas que deixaram o país após sofrerem ameaças de seqüestros feitas pela guerrilha ou pelos delinqüentes especializados em extorsões. Uma delas é o presidente da Fundação País Livre, o jornalista Franciso Santos Calderón, que se refugiou no exterior há quase dois anos depois de ser informado de que um grupo de criminosos comuns pretendia seqüestrá-lo. Entre os seqüestrados, figuram não apenas civis - entre eles, representantes do Legislativo -, como também membros das Forças Armadas. O aumento do número de seqüestros nos últimos cinco anos deve-se ao aumento da prática das chamadas "pescas diabólicas" nas estradas - os viajantes são interceptados em seus automóveis e conduzidos às montanhas.

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