A contragosto, a Casa Branca está voltando à guerra

CENÁRIO: Jérôme Cartiller / AFP

O Estado de S.Paulo

10 de setembro de 2014 | 02h01

Ao prometer um plano de ação contra o Estado Islâmico (EI), Barack Obama, que esperava reduzir a participação militar dos EUA no Oriente Médio, vê-se implicado em vez disso numa batalha incerta no final do seu segundo mandato na Casa Branca.

Na véspera do 13.º aniversário dos atentados de 11 de Setembro, Obama apresenta oficialmente a estratégia americana para "enfraquecer e, finalmente, destruir o grupo terrorista".

"É o fim de uma década de guerras", disse ele no início do seu segundo período, quando fez o juramento de posse, em 2013, citando a retirada do Iraque e do Afeganistão. Mas, passados menos de dois anos, as coisas mudaram dramaticamente diante da ameaça dos jihadistas do EI.

Por mais que a Casa Branca exclua o envio de soldados à região, a verdade é que os EUA estão lançando uma ação militar que pode se prolongar para além do fim do mandato de Obama, em 2017.

"Talvez leve um ano, talvez dois ou três", admitiu o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, durante a reunião de cúpula da Otan.

E seja qual for a composição da coalizão internacional reunida por Kerry, que inicia esta semana um giro diplomático pelo Oriente Médio, os EUA sem dúvida desempenharão um papel central, com a força aérea americana na linha de frente. Obama explicou no domingo sua intenção de dar início a uma fase mais ofensiva das operações.

Se os jihadistas ultrarradicais conseguirem "controlar partes importantes do território, reunindo mais recursos e armamentos e atraindo mais combatentes estrangeiros", eles podem se converter numa grande ameaça para os EUA, alertou o presidente. E as pesquisas mostram que um em cada dois americanos acredita que o presidente foi cauteloso demais ao enfrentar o avanço dos jihadistas no Iraque e na Síria. / TRADUÇÃO DE AUGUSTO CALIL

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