Korean Central News Agency/Korea News Service via AP - 08/05/18
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A convite de Xi Jinping, Kim Jong-un chega a Pequim para visita de quatro dias

Líder norte-coreano chegou em Pequim na manhã desta terça,8, no horário local; encontro é o quarto desde o início das negociações pela desnuclearização do país

Redação, O Estado de S.Paulo

08 de janeiro de 2019 | 02h34
Atualizado 08 de janeiro de 2019 | 10h53

SEUL - O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, está na China para uma viagem de quatro dias a convite do presidente chinês, Xi Jinping, informou a agência de notícia estatal norte-coreana nesta terça-feira, 8. O movimento do mandatário norte-coreano é visto como um novo esforço de coordenar as ações do país com seu maior aliado na região antes do próximo encontro com o presidente americano Donald Trump, que pode ocorrer neste ano.

Kim deixou a Coreia do Norte acompanhado de sua esposa, Ri Sol Ju, e outros oficiais do governo na tarde de segunda, 7, informou a agência de notícias estatal norte-coreana. A informação também foi confirmada pela agência de notícias chinesa Xinhua. O trem blindado norte-coreano chegou à estação ferroviária Pequim Norte por volta das 10h55 (0h55, no horário de Brasília) desta terça, data que também o aniversário de Kim.

Mais cedo, a segurança do terminal foi reforçada com dezenas de policiais e tropas paramilitares. Carros aparentemente oficiais do governo chinês foram vistos passando pelo cordão de segurança em direção à estação. 

Kim Jong-un deverá ficar hospedado na Diaoyutai, a casa de hóspedes oficial do governo chinês, na região oeste da capital. A cúpula com Xi Jinping será realizada no Grande Salão do Povo, sede do legislativo. 

Esta é a quarta visita de Kim à China. As outras três foram realizadas ao longo do ano passado, enquanto o líder norte-coreano negociava a desnuclearização do país com os Estados Unidos após constantes ameaças de retaliações nos dois lados. 

Em junho, Kim se encontrou com Trump em Cingapura e anunciaram juntos a meta de desmantelar as instalações nucleares da Coreia do Norte. Até o momento, pouco progresso foi feito para cumprir essa promessa, segundo analistas. Enquanto Washington exige novas provas de ação de Pyongyang, a Coreia do Norte adverteu os Estados Unidos que, caso continue a ser pressionada com sanções econômicas, poderá 'mudar de ideia' sobre a desnuclearização. //ASSOCIATED PRESS

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