Noel Celis/AFP
Noel Celis/AFP

A crise da covid-19 em dez momentos ao longo de um ano

Confira uma relação com dez momentos cruciais da pandemia da covid-19, desde o surgimento na China de uma doença então desconhecida, no fim de 2019, até as atuais campanhas de vacinação

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de março de 2021 | 05h00

PARIS - Confira uma relação com dez momentos cruciais da pandemia da covid-19, desde o surgimento na China de uma doença então desconhecida, no fim de 2019, até as atuais campanhas de vacinação:

Surgimento

Em 31 de dezembro de 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recebe a informação sobre a existência de preocupantes casos de uma pneumonia "de origem desconhecida" na cidade chinesa de Wuhan.

Em 7 de janeiro de 2020, a causa é identificada: é um novo vírus da família dos coronavírus. Quatro dias depois, Pequim anuncia a primeira morte oficial de uma doença que mais tarde se chamará covid-19.

Em 23 de janeiro, Wuhan é isolada do mundo para tentar conter a epidemia. Vários países estão começando a repatriar seus cidadãos da China. A primeira morte oficial fora da Ásia é registrada em 15 de fevereiro: um turista chinês hospitalizado na França.

Pandemia

Em 6 de março, a epidemia supera a marca de 100 mil casos no mundo. O primeiro país europeu afetado, a Itália, impõe um confinamento no norte, que mais tarde se estende para o restante do território.

Em 11 de março, a OMS classificou a covid-19 como uma pandemia. Os mercados financeiros afundam. Governos e bancos centrais anunciam as primeiras medidas em massa de apoio à economia. 

Uma Europa entrincheirada

Em 16 de março, a Alemanha orienta sua população a "ficar em casa", e o Reino Unido, a evitar qualquer "contato social". Um dia depois, a França entra em confinamento. A União Europeia anuncia o fechamento de suas fronteiras externas.

Em 24 de março, os Jogos Olímpicos de Tóquio de julho de 2020 são adiados para o ano seguinte. Um dia depois, a ONU avisa que a pandemia "ameaça toda humanidade".

Metade da humanidade confinada

Medidas de confinamento são decretadas no mundo todo. Em 2 de abril, mais de 3,9 bilhões de pessoas, ou seja, metade da humanidade, são obrigadas, ou orientadas, a cumprirem confinamento, de acordo com uma contagem da France Presse. O limite de 1 milhão de casos foi ultrapassado.

Muitos setores sofrem as consequências da pandemia e anunciam fortes cortes em seu quadro de funcionários: do transporte aéreo à fabricação de automóveis, passando pelo turismo e pela grande distribuição. 

Em 29 de abril, a fabricante de aviões americana Boeing cortou 16 mil postos de trabalho.

A polêmica hidroxicloroquina

Promovida pelo professor francês Didier Raoult e apoiada pelo então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a hidroxicloroquina é classificada como um tratamento ineficaz por um estudo internacional de grande alcance publicado em 22 de maio.

A publicação tem erros, porém, e acaba sendo retirada. Em 5 de junho, um teste britânico também conclui que o produto é ineficaz.

Forte avanço na América Latina

Em 7 de junho, a pandemia passa de 400 mil mortos e avança rapidamente na América Latina. O Brasil se torna o segundo país com mais óbitos, atrás dos Estados Unidos, enquanto seu presidente, Jair Bolsonaro, minimiza a doença, que ele chama de "gripezinha". Ele próprio acabará infectado, como Trump, assim como o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson

Boicote às máscaras

O aumento dos casos leva vários países europeus a imporem o uso de máscaras nos transportes, nas ruas, escolas, ou empresas. No final do verão, manifestações contra o uso de máscara são convocadas em Berlim, Londres, Paris e Roma. 

Segunda e terceira ondas

Em 28 de setembro, supera-se o limite de 1 milhão de mortes. Na Europa, os contágios voltam a disparar em outubro, e vários países decretam, mais uma vez, medidas de confinamento e toques de recolher. As medidas são parcialmente suavizadas por ocasião das festas de fim de ano.

Os Estados Unidos mergulham em uma crise sanitária: em 13 de janeiro de 2021, são registradas 4.470 mortes em 24 horas. E, em 23 de fevereiro, chega-se a meio milhão de mortes, um número maior do que as vítimas na 1ª Guerra e 2ª Guerra e na Guerra do Vietnã juntas.

Novas variantes

O aparecimento na Inglaterra de uma variante mais contagiosa obrigou Londres, em 5 de janeiro, a impor um novo confinamento. O restante da Europa endurece as restrições.

Outras variantes altamente contagiosas são detectadas no Brasil e na África do Sul. O número de mortos duplica em menos de quatro meses e chega a 2 milhões em 15 de janeiro de 2021. 

Esperança nas vacinas

As campanhas de vacinação começaram em dezembro no Reino Unido, Rússia, Estados Unidos e União Europeia. A China está vacinando desde julho. 

No início de março, a pandemia começa a dar sinais de desaceleração nos Estados Unidos, mas volta a crescer na Europa, e a América Latina ultrapassa a marca de 700 mil mortes em 9 de março.

Nessa data, mais de 300 milhões de doses foram administradas em todo mundo, e alguns países começam a flexibilizar as restrições./AFP 

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