Drew Angerer/Getty Images/AFP
Drew Angerer/Getty Images/AFP

‘A democracia prevaleceu’, diz Biden em primeiro discurso após confirmação do Colégio Eleitoral

Presidente eleito prometeu governar para todos os americanos e disse que princípios do país não desmoronaram

Redação, O Estado de S.Paulo

14 de dezembro de 2020 | 21h58

WASHINGTON - O presidente eleito Joe Biden disse aos americanos nesta segunda-feira, 14, que “a democracia prevaleceu” após o Colégio Eleitoral confirmar sua vitória nas eleições presidenciais de novembro. 

O democrata afirmou que os princípios do país foram “pressionados, testados, ameaçados”, mas não desmoronaram.

Em um discurso em sua casa de longa data em Wilmington, Delaware, Biden teve como objetivo tranquilizar os americanos após o tumulto da campanha e a recusa do presidente Donald Trump em aceitar a derrota.

“Se alguém não sabia disso antes, nós sabemos agora. O que bate no fundo do coração do povo americano é isso: democracia”, disse Biden. “O direito de ser ouvido. De ter seu voto contado. De escolher os líderes desta nação. De governar a nós mesmos.''

Depois de angariar um recorde de mais de 81 milhões de votos, Biden ainda está tentando ganhar impulso enquanto se prepara para assumir a presidência em 20 de janeiro. O processo tem sido complicado porque Trump se recusa a ceder o cargo e, em vez disso, buscou contestações jurídicas infundadas que foram totalmente rejeitadas por juízes de todo o espectro político, incluindo os juízes da Suprema Corte.

Embora as ações de Trump tenham ameaçado as normas democráticas fundamentais, incluindo a transferência pacífica de poder, Biden argumentou que o sistema de governo dos Estados Unidos permanece intacto.

“Na América, os políticos não assumem o poder -- o povo concede a eles”, disse Biden. “A chama da democracia foi acesa nesta nação há muito tempo. E agora sabemos que nada -- nem mesmo uma pandemia, ou um abuso de poder -- pode apagar essa chama. ''

Ele também prometeu ser "um presidente para todos os americanos" que trabalhará "tão arduamente para aqueles que não votaram em mim como por aqueles que votaram".

Resta ver se sua mensagem de unidade terá algum efeito. Os principais republicanos continuaram apoiando Trump e suas alegações infundadas de uma eleição fraudulenta e, mesmo depois que Biden assumir o poder, provavelmente não darão a ele o tradicional período de lua de mel.

Biden enfrenta um Senado estreitamente dividido - o segundo turno das eleições na Geórgia decidirá qual partido controla a câmara - e uma maioria democrata reduzida na Câmara, já que o Partido Republicano conquistou cadeiras, mesmo com a derrota de Trump. /AP

 

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