AFP PHOTO / LOBSANG WANGYAL
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A eficácia de governos paralelos

Exemplos recentes mostram que nada garante a troca de regime, mesmo com apoio internacional

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de janeiro de 2019 | 19h22

O sucesso de um presidente alternativo ou de um governo no exílio depende do apoio internacional que recebe. 

No entanto, exemplos recentes mostram que nada garante a troca de regime. 

 

FRANÇA

Em junho de 1940, Charles de Gaulle montou um governo no exílio para apoiar a resistência contra os nazistas, que haviam ocupado o país.

 

CHINA

Após a Revolução Chinesa, em 1949, apoiadores do general Chiang Kai-shek fugiram para Taiwan, onde estabeleceram um governo nacionalista. Até os anos 70, era a única China reconhecida pela maior parte do Ocidente. 

 

TIBETE 

A China comunista invadiu o 

Tibete em 1950. O dalai lama, chefe de Estado e líder espiritual tibetano, fugiu para a Índia, onde montou um governo no exílio, em 1959, que até hoje busca retomar a soberania do território.

OLP

A Organização para a Libertação da Palestina (OLP) foi fundada em 1964 para “libertar” os 

palestinos da ocupação israelense. Durante a Guerra Fria, o grupo liderado por Yasser Arafat era reconhecido por mais de 100 países como “único representante” do povo palestino.  

SAARA OCIDENTAL

Após retirada das tropas coloniais espanholas, a maior parte do território foi ocupada pelo Marrocos, forçando os 

saarianos a formar um governo no exílio na Argélia, em 1976, que até hoje luta pela autonomia.  

SÍRIA

No início da guerra civil, uma coalizão de grupos opositores estabeleceu um governo no exílio em Istambul, em 2013, para lutar contra o regime de Bashar Assad. Apesar do apoio dos EUA e do avanço de seu braço armado, o Exército Livre Sírio, o grupo perdeu terreno após a entrada da Rússia no conflito. 

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