A estratégia nuclear de Washington vista como mensagem

Análise:

David E. Sanger e Thom Shanker, O Estado de S.Paulo

08 de abril de 2010 | 00h00

No coração da nova estratégia nuclear dos EUA há uma aposta central: a de que um arsenal de armas nucleares ultrapassadas e em número excessivo pode ser usado para aumentar o poder de persuasão das vacilantes tentativas de obrigar Irã e Coreia do Norte a repensarem o valor de seus programas nucleares. Apesar disso, o novo plano tenta fazer exatamente isto, em que pese o considerável ceticismo em relação à possibilidade de o estabelecimento de novas doutrinas ou um conjunto de novos anúncios feitos pela Casa Branca poderem mudar a equação para Irã e Coreia do Norte.

A nova estratégia confere a praticamente todos os países não-nucleares imunidade em relação a ameaças de retaliação por parte dos EUA. A revisão também detalha um conjunto de ferramentas para moldar o comportamento de Irã e Coreia do Norte. Por meio da redução do próprio arsenal americano, e da garantia feita aos países não-nucleares, o governo espera fortalecer suas credenciais para fechar buracos no tratado que foram astutamente explorados tanto pelo Irã quanto pela Coreia do Norte.

Os autores são analistas de "The New York Times"

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