A Europa, sob a ameaça da gerontocracia

THE ECONOMIST

, O Estado de S.Paulo

13 de abril de 2010 | 00h00

Vista de longe, a Europa parece uma gerontocracia, escreveu um jornal americano em 1963. Na época, a idade média do europeu era de 32 anos, mas seus líderes eram Konrad Adenauer (87 anos) na Alemanha, ditadores septuagenários em Portugal e Espanha, Charles de Gaulle (72) na França e o caçula, Harold Macmillan (68), na Grã-Bretanha. Hoje, o cenário inverteu-se. Chefes de Estado têm filhos pequenos e o que preocupa é o desequilíbrio na faixa etária dos eleitores. Em 2050, os maiores de 65 anos serão um terço dos votantes. Há um temor de que estes só escolham candidatos para defender suas pensões e planos de saúde, em detrimento de jovens que pagam impostos e querem investimento em educação. Tal medo leva a teorias absurdas, como dar um voto extra por criança na família ou fazer um "exame de cidadania" em idosos. Analistas concluem que a apreensão é exagerada. As opiniões variam, sim, com a idade, mas a nacionalidade é muito mais decisiva no perfil dos votos.

FOREIGN POLICY

O lado sujo da energia limpa de Lula

Nos EUA, etanol é sinônimo de combustível de milho. No Brasil, desde a década de 1920, a cana-de-açúcar é usada com vantagens. O etanol de cana é 30% mais barato de produzir e um acre de cana tem o dobro de rendimento. Entre 1974 e 2004, o Brasil deixou de emitir 600 milhões de toneladas de gás carbônico. Ainda assim, ecologistas estão insatisfeitos. Isso porque o cultivo da cana levou ao desmate de 98% da Mata Atlântica e trabalhadores vivem em semiescravidão.

EL CLARÍN

Greenpeace em guerra com Cristina Kirchner

Um anúncio de uma página no Washington Post sobre a inauguração de uma usina termoelétrica deu notoriedade internacional à presidente argentina, Cristina Kirchner. E não foi positiva. O anunciante, o grupo ambientalista Greenpeace, usou a frase "Não chore por mim, Patagônia" ao lado de uma caricatura de Cristina para denunciar o empréstimo de US$ 142 milhões do governo à empresa antes mesmo da aprovação da licença ambiental de uma usina na Patagônia.

THE HERALD TRIBUNE

Os terremotos estão mais frequentes?

A resposta à pergunta é "não", explica o sismólogo Roger Musson. Em quatro meses, tremores mataram mais de 230 mil pessoas no Haiti e no Chile e provocaram pânico na Califórnia e na Indonésia. Mas sua regularidade é a mesma. Há um terremoto de 6 graus na escala Richter a cada três dias e um que supera os 7 graus a cada mês. Eles são mais notados porque ocorreram em áreas populosas, onde viram notícia. A explicação para a regularidade é científica: terremotos liberam energia que vem de algum lugar e essa fonte não pode ter a sua potência aumentada.

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