"A França estava certa", diz revista dos EUA sobre o Iraque

A França estava certa ao se opor à guerra no Iraque, admitiu hoje uma respeitada revista dos Estados Unidos, a National Journal. Antes da guerra, a França fazia três objeções básicas: a ameaça apresentada por Saddam Hussein não era iminente; o processo de construção da democracia seria um processo demorado, difícil e sangrento; e que o mundo muçulmano iria perceber a intervenção liderada pelos EUA como ilegítima por não contar com a bênção da ONU. A experiência atual dos EUA no Iraque mostra que a França tinha razão, escreveu a revista, um semanário semanal orientado para pessoas com interesse profissional em políticas de governo. O artigo de capa da edição desta semana é intitulado A França estava certa. "Vamos assumir de frente, desde que isso é o começo e não o fim da discussão sobre como lidar com o mundo pós 11 de setembro e porque é algo que gente grande tem de fazer, a França estava certa", escreveu a National Journal. "Vamos repetir: a França - sim, aqueles macacos rendidos ´comedores de queijo´, como os chamam tão mordazmente seus detratores nos Estados Unidos, estava certa". A revista lembrou que o presidente Jacques Chirac havia feito advertências precisas aos "meus amigos americanos" numa entrevista em 16 de março à CNN, pouco antes de os EUA invadirem o Iraque. "Pensem duas vezes antes de fazer algo que não é necessário e que pode ser muito perigoso", avisou Chirac. A National Journal disse que outros também criticaram os planos de guerra, "mas ninguém apresentou o argumento mais insistentemente e de forma mais abrangente do que os franceses, que Deus os abençoe". Mas a administração Bush não prestou atenção às advertências dos franceses, escreveu a revista.

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