Beto Barata/PR
Beto Barata/PR

À margem da ONU, Temer e Netanyahu discutem investimentos em obras e visita ao Brasil

Presidente brasileiro e premiê israelense se encontraram em Nova York antes de discursarem na Assembleia-Geral das Nações Unidas; peemedebista também se reuniu com líderes palestino, Mahmoud Abbas, e egípcio, Abdel-Fattah al-Sissi

Cláudia Trevisan, Enviada especial / Nova York, O Estado de S.Paulo

20 Setembro 2017 | 11h43

NOVA YORK - O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, disse em encontro na terça-feira com o presidente Michel Temer que pretende visitar o Brasil em abril, segundo relato do Palácio do Planalto do encontro que ambos tiveram em Nova York, à margem da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

Temer apresentou a Netanyahu os projetos de investimentos em obras de infraestrutura no Brasil e disse que gostaria de ver a participação de empresas israelenses nos empreendimentos. O premiê respondeu com a promessa de levar uma grande delegação empresarial quando em sua visita de abril. 

Depois de Temer observar que a comunidade judaica é importante no Brasil, Netanyahu defendeu a criação de voos diretos entre São Paulo e Tel-Aviv - até 2011, a companhia aérea de Israel El Al operava três voos semanais da capital paulista direto para a cidade israelense, porém as rotas foram canceladas e, hoje, quem tenta voar do Brasil para Israel necessita, obrigatóriamente, fazer escala na Europa ou na Ásia.

Poucas horas antes do encontro, Trump se reuniu na sede da ONU com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas. De acordo com uma fonte do Planalto, a conversa foi mais política e focada na solução do conflito entre palestinos e israelenses.

O presidente também se reuniu com o presidente do Egito, Abdel-Fattah al-Sissi, que apresentou o seu país como uma porta de entrada para os mercados da Ásia e do Oriente Médio. 

Na manhã desta quarta-feira, Temer teria uma reunião bilateral com o presidente do Irã, Hassan Rohani, cuja agenda envolveria um pedido de Teerã para que instituições financeiras brasileiras participem de negócios entre os dois países. 

O encontro, no entanto, foi cancelado pela missão iraniana na ONU, informando que uma mudança na agenda de Rohani inviabilizou a reunião dos dois líderes.

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