A morte da política migratória europeia

CENÁRIO: Jamil Chade

Correspondente - O Estado de S.Paulo

04 de outubro de 2013 | 02h02

GENEBRA - Nos últimos anos, a Europa militarizou sua fronteira com a África. Não se teme a invasão de um Exército bem treinado, mas milhares de miseráveis em busca de oportunidades. O continente criou e encheu de dinheiro uma agência para proteger suas fronteiras, a Frontex. Governos europeus ainda fecharam acordos com os maiores ditadores africanos - fornecem barcos, armas e tecnologia a fim de que controlem sua população. A Alemanha chegou a estabelecer como política o financiamento de centros de refugiados, com a condição de que sejam construídos do outro lado da fronteira. Ou seja, na África.

"Nenhum muro bloqueia quem está desesperado", alertou ontem a Organização Internacional de Migrações. Com uma repressão maior, mais perigosa ficou a viagem por mar. Em seis anos, houve quase 7 mil mortos no Mediterrâneo, segundo a ONU. O que mais assusta a entidade é que, recentemente, relatos indicam que muitos morrem ao pular dos barcos quando a guarda costeira da Europa os ameaça com a volta para a África.

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