"A morte virá para todos", diz iraquiana

As ruas de Bagdá estavam mais quieta que o usual desta quarta-feira, com um tráfego leve na hora do rush e muitas lojas fechadas. Ao longo da estrada com a Jordânia os postos de gasolina estavam cheios mas os tráfego era magro.Alguns postos ao longo da estrada haviam esvaziado seus tanques para tentar aumentar a demanda e assim o preço. O custo do litro subiu de dois centavos de dólar para US$ 1. Até mesmo um caminhão tanque com uma metralhadora e um soldado iraquiano no volante foi forçado a ficar na fila do reabastecimento.Mais cedo, os moradores de Bagdá se amontoaram em padarias e postos de combustível para em uma desesperada corrida antes que o prazo do ultimato dado pelo governo americano a Saddam Hussein chegasse ao fim.?A morte virá não importa de onde você é?, disse Lamia´a Kazem Mohammed, uma dona de casa de 55 anos de idade metida em um chador preto, indo para a casa com duas sacolas de compras na região de al-Saydia em Bagdá. ?Não estarei em nenhum lugar quando as bombas caírem. Estarei em minha casa?.As prateleiras em muitas lojas no coração comercial de Bagdá estavam quase vazias após proprietários da loja retirarem suas mercadorias para os armazéns, temendo o bombardeio ou saques. No mercado do alimento do al-Saydia, os consumidores mostraram uma preferência para cebolas e batatas. ?que podem ser conservadas por muito tempo? disse o vendedor Mohammed Adnan. A demanda fez com que os preços subissem. Um quilo de batatas estava sendo vendido por 36 centavos. Há uma semana o quilo custava 25 centavos O dinar, moeda corrente no Iraque, perdeu valor frente ao dólar.Veja o especial :

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