Smiley N. Pool/The Dallas Morning News via AP
Smiley N. Pool/The Dallas Morning News via AP
Imagem Helio Gurovitz
Colunista
Helio Gurovitz
Conteúdo Exclusivo para Assinante

A nova matriz econômica do FMI

É como se petistas como Guido Mantega ou Márcio Pochmann tivessem voz na organização mais odiada pela esquerda, o Fundo Monetário Internacional (FMI). Um artigo de três economistas do fundo causou furor com propostas que lembram nossa “nova matriz econômica”. Os autores questionam o receituário canônico do FMI contra as crises, formulado no Consenso de Washington, dos anos 1980. Criticam dois pilares: livre fluxo de capitais e austeridade fiscal. Dizem que o fundo errou ao descuidar da desigualdade. Usam até a palavra proibida para definir tais políticas – “neoliberalismo”. “Nenhuma agenda fixa entrega bons resultados a todos os países todas as vezes”, afirmam. Para entender o sucesso do Chile, recomendam não o liberal Milton Friedman, mas o keynesiano Joseph Stiglitz. O economista-chefe Maurice Obstfeld pôs panos quentes. Chamou a discussão de “evolução, não revolução”. Pelo teor da celeuma, ele tem agora de administrar o “dissenso de Washington”.

O Estado de S.Paulo

10 de julho de 2016 | 03h00

Vidas que importam

O assassinato de policiais em Dallas, na quinta-feira, fez uma vítima colateral: o movimento Black Lives Matter, que protestava em paz contra o racismo da polícia, evidente nas estatísticas e em dois vídeos de homicídios divulgados no mesmo dia. Em 2015, a polícia americana matou 1.152 pessoas, 41% negros – na população, os negros são 13%. Atenção: é possível ser contra os policiais racistas que matam negros e contra os assassinos de policiais. Não é preciso escolher.

O amigo-problema de Hillary

O FBI livrou a cara de Hillary Clinton no escândalo dos e-mails, mas ela jamais se livrará das revelações que vieram a público em 30 mil mensagens – em especial, sua dependência do conselheiro Sidney Blumenthal, que acompanha o casal Clinton há 30 anos. Mesmo tendo sido reprovado para trabalhar com ela no Departamento de Estado, Sidney tinha influência sobre tudo – da China à Líbia. Ainda tem, na campanha.

O filho-problema do amigo 

Militante antissionista, Max Blumenthal, filho de Sidney, atacou o Nobel da Paz Elie Wiesel por cortejar líderes israelenses. “De vítima de crimes de guerra, virou apoiador de quem os comete. Causou mais mal que bem e não deve ser honrado”, tuitou Max ao saber da morte do escritor. O embaraço para Hillary foi tão grande que ela teve de emitir uma refutação contundente.

Vinho de missa

Os menos de 900 habitantes do Vaticano são os maiores consumidores de vinho no mundo, diz o Califórnia Wine Institute. Cada morador toma em média mais de 60 litros por ano, quase o dobro do consumo italiano e mais de 30 vezes o brasileiro.

Nem Talese escapa

O Washington Post revelou erros no novo livro do jornalista Gay Talese, The Voyeur’s Motel. É a história de Gerald Foos, dono de motel que contou a Talese ter instalado grades de ventilação especiais para poder observar, durante anos, seus hóspedes fazendo sexo. O Post descobriu que Foos vendeu o motel em 1980 e só o recomprou em 1988. “Eu não deveria ter acreditado numa palavra dele”, disse Talese – e renegou o livro.

Yada-yada-yada

“O mundo não seria o mesmo sem Seinfeld”, diz a jornalista Jennifer Keishin Armstrong. Ela, que fez várias reportagens sobre a série e não cansava de citá-los em seu blog, yada-yada-yada, lançou o livro Seinfeldia, ou “como um show sobre nada mudou tudo”.

Tudo o que sabemos sobre:
Estados UnidosViolência Policial

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.