REUTERS/Guglielmo Mangiapane
REUTERS/Guglielmo Mangiapane

A uma semana das eleições, manifestações tomam conta da Itália

Manifestações de movimentos de extrema direita e de grupos antifascistas reuniram milhares de italianos nas ruas de Roma, Milão e outras cidades do país

O Estado de S.Paulo

24 Fevereiro 2018 | 18h45

Roma - Manifestações de movimentos de extrema direita e grupos antifascistas ocorreram neste sábado, dia 24, em várias cidades da Itália. A uma semana das eleições, marcadas para o dia 4 de março, milhares de italianos foram às ruas de Roma, Milão e outras cidades no país para protestar.

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Houve confrontos em Milão, onde a polícia precisou conter um grupo de manifestantes antifascistas que se dirigia a uma marcha organizada pelo movimento neofascista CasaPound. A capital financeira do país também abrigou um grande comício do líder da Liga do Norte, Matteo Salvini, candidato de uma coalizão de extrema-direita que ocupa a segunda posição nas pesquisas de intenção de votos.

Em Roma, uma imensa manifestação contra o racismo e o neofascismo tomou conta das ruas de forma pacífica. A marcha, que reuniu diversos movimentos sociais, contou com a presença do primeiro-ministro, Paolo Gentiloni, e de seu antecessor no cargo, Matteo Renzi. Um outro protesto, contra a obrigatoriedade das vacinas, também foi realizado na capital italiana.

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Salvini, que abandonou o discurso de independência das províncias do norte pela oposição à imigração e a descrença na União Europeia, pediu para seus eleitores “largarem a internet” e irem às ruas. 

A polícia entrou em confronto com manifestantes de esquerda que tentaram furar um bloqueio para enfrentar partidários do grupo neofascista CasaPound perto do local onde Salvini discursou. Mais cedo, estudantes escalaram um monumento a Giuseppe Garibaldi, símbolo da reunificação italiana, e exibiram faixas antifascistas, sendo reprimidos pela polícia. / AFP, AP e REUTERS

 

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