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Abbas concorda em retomar negociações com Israel

Líder palestino toma decisão sob pressão dos EUA; reunião deve ocorrer esta semana

AP, NYT E REUTERS, O Estadao de S.Paulo

06 de março de 2008 | 00h00

Sob intensa pressão dos Estados Unidos, o presidente da Autoridade Palestina (AP), Mahmud Abbas, concordou ontem em retomar as negociações de paz com os israelenses. Ele havia suspendido as conversações na semana passada, depois que ataques israelenses na Faixa de Gaza mataram mais de 120 palestinos - entre eles, dezenas de civis. Abbas desistiu da condição que havia imposto, segundo a qual só voltaria a conversar com os israelenses se eles chegassem a um acordo com o grupo islâmico Hamas, que controla Gaza desde junho. A retomada do diálogo foi anunciada pela secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, pouco antes do fim de sua visita à região. Ela disse que ainda não havia sido marcada uma data para o encontro de enviados das duas partes, mas ele deve ocorrer ainda esta semana."Falei diretamente com o presidente Abbas. Ele disse que não haverá condição", afirmou Condoleezza após telefonar para o líder palestino para confirmar a decisão. "Eles (israelenses e palestinos) já estão em contato para resolver como retomar as negociações", acrescentou, durante entrevista ao lado da chanceler israelense, Tzipi Livni, em Jerusalém. Pouco depois, em Ramallah, na Cisjordânia, Abbas afirmou que "o processo de paz é uma escolha estratégica e temos a intenção de retomá-lo".Antes do ataque a Gaza, enviados de Israel e da Cisjordânia vinham se reunindo regularmente para tratar do processo de paz, iniciado em dezembro numa conferência em Annapolis, nos EUA. Condoleezza também anunciou que estava enviando ao Egito David Welch, seu assistente para assuntos relacionados ao Oriente Médio, para discutir a questão de Gaza. Para os palestinos, a missão de Welch indica que os EUA estão apoiando os esforços egípcios para resolver a crise em Gaza. O Cairo propôs medidas que incluiriam o cessar-fogo e a libertação de um soldados israelense capturado pelo Hamas em 2006. Durante um encontro com Condoleezza na terça-feira, o chanceler egípcio, Ahmed Aboul Gheit, disse que os esforços para isolar o Hamas não poderiam continuar. Ainda ontem, o governo dos EUA informou que doará US$ 148 milhões ao Alto Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur), para serem enviados a palestinos na Cisjordânia, em Gaza e em países vizinhos, como Líbano, Jordânia e Síria.

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