Abbas condena ataque a sinagoga em Jerusalém; radicais comemoram

Autoridade palestina condena toda forma ataque que tenha como alvo civis sem importar quem o tenha cometido, diz comunicado 

O Estado de S. Paulo

18 Novembro 2014 | 09h48

 RAMALLAH - Os movimentos radicais islâmicos palestinos Hamas e Jihad Islâmica elogiaram nesta terça-feira,17, o ataque cometido hoje em uma sinagoga de Jerusalém Oriental que matou quatro israelenses. O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, condenou o atentado. 

"A presidência palestina condena toda forma ataque que tenha como alvo civis sem importar quem o tenha cometido. A presidência palestina condena o ataque que causou a morte aos que oravam em um dos lugares de reza de Jerusalém", afirmou a nota. "Pedimos o fim imediato das ações (israelenses) dentro da Mesquita de Al-Aqsa  e o fim das provocações do gabinete de ministros israelense."

Em mensagem divulgada em sua página no Facebook, o porta-voz do Hamas na Cisjordânia, Hussam Badram, vinculou o ataque à morte ontem de um motorista de ônibus palestino, que apareceu enforcado.

Enquanto a polícia israelense assegura que se tratou de um suicídio, a família e os amigos do palestino afirmam que ele foi vítima de um ataque de judeus extremistas.

"Abençoamos a operação em Jerusalém e apreciamos o heroísmo dos que a levaram a cabo. É um ato seletivo de resistência à ocupação e uma resposta prática aos contínuos crimes dos ocupantes, o último dos quais foi enforcar a sangue frio um motorista de ônibus ontem em Jerusalém", afirmou Badram.

Por meio de um comunicado, os Comitês de Resistência Popular em Gaza e a Jihad Islâmica abençoaram "a operação de comando na Jerusalém ocupada". "A operação em Jerusalém é a reação natural aos crimes dos ocupantes e dos colonos", afirmaram os grupos. / EFE

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