Abbas condena atentado; Israel não devolverá cidades

O primeiro-ministro da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, considerou a explosão de um ônibus em Jerusalém um ?ato terrível?. Os grupos militantes palestinos Hamas e Jihad Islâmica reivindicaram a autoria, mas depois o Hamas recuou da alegação. O governo de Israel reagiu ao atentado cancelou a devolução das cidades de Jericó e Qalqiliya à administração palestina.A explosão ocorreu às 21h00 (hora local), quando o ônibus de dois andares, lotado, voltava do Muro das Lamentações, e outro ônibus parou diante dele. Pelo menos três crianças morreram - uma versão dá conta de que o ônibus duplo voltava de uma cerimônia de bar mitzvah. Um segundo ônibus que passava pelas proximidades também sofreu danos graves. Policiais tiveram que usar maçaricos para chegar a alguns dos feridos.Numa ligação para a Associated Press, a Jihad Islâmica assumiu responsabilidade pela explosão; mais tarde, panfletos foram distribuídos pelo Hamas atribuindo o atentado a um de seus militantes, Raed Abdel-Hamed Mesk, de 29 anos. No entanto, o líder do Hamas, Abdel Aziz Rantisi, insistiu que seu grupo está ?comprometido com a trégua? nos atentados contra Israel. ?Não sei quem fez isso?, afirmou.

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