Abbas condena atentados e reafirma disposição de dialogar

O primeiro-ministro palestino, Mahmud Abbas, disse hoje que seu governo continua disposto a dialogar com os movimentos radicais, entre eles o Movimento da Resistência Islâmica (Hamas). ?Não há outra alternativa se não o diálogo?.Entretanto, Abbas reafirmou seu compromisso com a Cúpula de Ácaba (Jordânia), onde se comprometeu pôr fim a Intifada armada e aos grupos palestinos extremistas. Na sexta-feira, o Hamas afirmou que não negociaria mais com Abbas. Para o Hamas, o primeiro-ministro palestino usou um discurso muito conciliador na reunião de Ácaba. ?Dissemos diante do Parlamento que queremos o fim da Intifida armada. Reafirmamos isto hoje e estamos dispostos a dialogar com os movimentos que nos criticam, mas não os obrigaremos a participar deste diálogo?, comentou Abbas durante um coletiva em Ramallah, na Cisjordânia. O primeiro-ministro palestino voltou a criticar os ataques deste fim de semana, no quais cinco militares israelenses morreram em dois atentados na Cisjordânia e Faixa de Gaza. A Cúpula de Ácaba foi o primeiro encontro entre os líderes da Autoridade Palestina e Israel em dois anos. Patrocinado pelo presidente norte-americano, George W. Bush, a reunião entre Abbas e o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, foi o primeiro esforço para colocar em prática o Mapa da Rota, plano de paz que pretender criar um Estado palestino em 2005 e acabar com a violência na região.Abbas também negou que tenha sido muito "conciliador" com Israel, indicando que havia coordenado cada ação o presidente palestino Yasser Arafat. "A posição que foi anunciada em Ácaba é a posição do líder palestino. Foi totalmente coordenada com o presidente Arafat", disse.Arafat vem criticando os resultados da reunião de cúpula. Segundo ele as promessa de Israel foram limitadas. As relações entre Abbas e Arafat se tornam cada vez mais tensas. Teoricamente, Arafat deveria se reunir com Sharon, mas a criação do cargo de primeiro-ministro foi uma exigência imposta por Israel e acatada pelos EUA. Sharon e Arafat são inimigos históricos e o premier israelense não admitia negociar com Arafat, a quem acusa de incentivar os atos terroristas contra os judeus.Apesar das relações tensas, Abbas insistiu, em Ácaba, na necessidade de conceder "plena liberdade de movimento" a Arafat, confinado por forças israelenses em seu quartel-general em Ramallah. "Não se pode confinar um prêmio Nobel da paz", disse.

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