Abbas e Hamas condenam ataque a filhos de oficial da ANP

O presidente palestino Mahmoud Abbas e o grupo islâmico Hamas condenaram o assassinato, na manhã desta segunda-feira, de três filhos do coronel palestino Baha Balousha. Os meninos, com idades entre 6 e 9 anos, foram mortos a tiros quando saiam de um carro e entravam na escola onde estudavam, na Cidade de Gaza. Um transeunte de 25 anos também morreu e aproximadamente cinco pessoas ficaram feridas. Embora nenhum culpado tenha sido apontado imediatamente, especula-se que ativistas do movimento nacionalista Hamas tenham sido responsáveis pelo ataque. Na véspera, a comitiva do ministro do Interior, Saeed Seyam, foi alvejada em Gaza, ampliando a tensão entre o grupo Hamas, que controla o governo, e a facção Fatah, de Abbas. Seyam, do Hamas, não ficou ferido no incidente.Em declarações à imprensa na cidade cizjordana de Ramala, o presidente Mahmoud Abbas disse que o ocorrido foi "um crime horrível", acrescentando que "aqueles que o fizeram são uns covardes". Abbas pediu ao corpo de segurança da Autoridade Nacional Palestina (ANP) que redobrem os esforços para encontrarem os assassinos que serão julgados pela lei e, segundo afirmou, "submetidos a duros castigos". O Movimento da Resistência Islâmica (Hamas) condenou o ataque através de um comunicado, exigindo que os criminosos sejam "duramente castigados".A Frente Popular para a Liberação da Palestina (FPLP) e a Frente Democrática para a Liberação da Palestina (FDLP) também se mostraram indignadas com a morte das crianças, pedindo ao presidente que tome uma medida contra a violência instaurada no país.A Yihad Islâmica, facção que que se mantém à margem da política, também expressou sua condenação ao ataque. AtaqueMoradores disseram que os atiradores fugiram assim que atiraram nas crianças, sob perseguição de policiais do Hamas. O carro ficou marcado por buracos de balas e manchas de sangue nos assentos. Duas mochilas, uma verde e outra azul, e sacos plásticos com sanduíches também ficaram ensangüentados. Um estudante de primário que viu a cena contou que "homens mascarados saíram de um carro amarelo e aí deram muitos tiros no carro, as crianças estavam gritando e chorando de medo". Aquela rua tem várias escolas e estava repleta de crianças na hora do atentado. O coronel Baha Balousha, do serviço de inteligência palestino, não estava no carro com os filhos no momento. Balousha já havia sido vítima de uma emboscada em setembro em Gaza.

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