Abbas e Haniyeh pedem reunião do Conselho de Segurança

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, e o primeiro-ministro, Ismail Haniyeh, pediram uma reunião extraordinária do Conselho de Segurança da ONU para discutir as operações israelenses, que causaram nesta quarta-feira 24 mortes nos territórios palestinos. Em comunicado, Abbas qualificou o ataque de "horrível massacre" e pediu ao Conselho de Segurança que se reúna para "acabar com o massacre, determinar responsabilidades e impor um severo castigo a Israel". O governo palestino se reuniu em sessão de emergência sob a Presidência de Haniyeh, que anunciou que "em protesto, estão suspensas as conversas para formar um governo de união nacional". O governo decretou três dias de luto pelos ataques israelenses ocorridos em Gaza, que mataram 18 pessoas, e na Cisjordânia, onde morreram mais cinco. O Movimento Islâmico Hamas, de Haniyeh, num comunicado, também pediu a reunião do Conselho de Segurança da ONU. O partido pediu que a organização expulse "um Estado brutal e animal, como é Israel". Um porta-voz do Hamas anunciou que seu movimento vai lançar "mísseis contra Israel" e que "mártires vão penetrar no território inimigo para sacrificar suas vidas". "Nossos mártires estão esperando. A vingança está a caminho", disse Nizar Rayyan, líder do Hamas no norte de Gaza. A Jihad Islâmica também convocou ações terroristas num comunicado anunciando que "os mártires estão a caminho e que a resposta não tardará. Chegou a hora do castigo e da vingança".

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