Abbas irá se encontrar com líder do Hamas na Arábia Saudita

O presidente palestino e integrante do Fatah, Mahmoud Abbas, irá se encontrar com líder do Hamas na Arábia Saudita, Khaled Mashaal, na próxima semana. O encontro tem como propósito negociar mais um passo no acordo da construção de um Estado único. O encontro entre Abbas e Mashaal pode ocorrer na terça feira, de acordo com uma fonte ligada ao governo. Os líderes já se encontraram em janeiro na Síria, mas não chegaram a um acordo para a formação de um governo.A fonte não revelou sua identidade, pois o encontro não foi divulgado oficialmente.A decisão de realizar um novo encontro surgiu após os grupos Fatah e Hamas se enfrentarem novamente nas ruas de Gaza, onde caminhões que supostamente carregavam armas para a segurança pessoal de Abbas foram interceptados pelo Hamas, ocasionando mortes.Os conflitos se intensificaram desde que o Hamas venceu eleições parlamentares ano passado e dividiu o poder no governo palestino.Os Estados Unidos, Israel e a União Européia, que listam o Hamas como um grupo terrorista, lançaram um boicote econômico aos palestinos desde que o Hamas venceu, exigindo que o grupo renuncie aos atos de violência e reconheça o direito de existir de Israel.Abbas espera que um governo unificado com uma agenda moderada alivie as sanções, mas muitos esforços passados com o Hamas não foram bem sucedidos.Negociações em GazaAbbas decidiu enviar a Gaza seu antecessor, Rawhi Fattouh, para negociar uma nova trégua com o primeiro-ministro e chefe do Hamas, Ismail Haniyeh.Segundo fontes do gabinete do presidente, a reunião poderia acontecer ainda nesta sexta-feira em Gaza e contar com a mediação egípcia, como nas negociações anteriores.Hamas e Fatah negociaram um cessar-fogo que entrou em vigor na terça-feira, mas foi rompido no segundo dia. O número de mortos nas últimas 24 horas já são mais de dez e os feridos são, ao menos, 170.Em declaração aos meios de comunicação após a prece das sextas-feiras, Abbas apelou a "todas as partes que cessem as ações que fazem mal ao povo palestino".

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