Abbas pede fim de assentamento judaico para dialogar

Os palestinos não se sentem pressionados a retomar as conversações de paz com Israel enquanto as construções em assentamentos judaicos continuarem, disse o presidente palestino Mahmoud Abbas hoje. Abbas disse que um completo congelamento das construções é um pré-requisito para a retomada do diálogo. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, apoia a construção dos assentamentos e não está comprometido com a ideia de um Estado palestino.

AE-AP, Agencia Estado

27 de abril de 2009 | 13h58

Em discurso feito hoje, Abbas disse que não vai ceder a possíveis pressões israelenses e internacionais sobre a retomada das negociações se as construções de assentamentos continuarem. "Com certeza, não nos submeteremos às pressões. No que diz respeito às conversações de paz, esta é a nossa posição, mesmo se alguém disser que estamos errados".

Abbas também rejeitou a exigência prévia de Israel de que os palestinos devem não apenas reconhecer o Estado de Israel - como Abbas e outros integrantes do governo fazem - mas também reconhecer Israel como um Estado judeu. Ele disse que não é seu trabalho definir o Estado de Israel. "Nomeá-lo não é meu trabalho", disse ele. "Tudo o que eu sei é que há um Estado de Israel, de acordo com as fronteiras de 1967, nem um centímetro a mais, nem um centímetro a menos. Não aceito qualquer outra coisa".

Em 1967, Israel invadiu a Cisjordânia, Gaza e Jerusalém ocidental, territórios que os palestinos querem para seu Estado. Em conversações prévias, Israel disse que gostaria de manter parte da Cisjordânia. As declarações de Abbas provocaram uma resposta irritada de Israel. "Esta é mais uma evidência de que os palestinos não estão interessados realmente na paz com Israel", disse Ofer Akunis, um legislador do partido de Netanyahu, o Likud.

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