Pablo Martinez Monsivais/AP
Pablo Martinez Monsivais/AP

Abbas pode aceitar tática de atrasar votação

Medida permitiria evitar uma confrontação no Conselho de Segurança e veto dos EUA

GUSTAVO CHACRA, CORRESPONDENTE, NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

22 Setembro 2011 | 03h02

Os palestinos estão dispostos a dar um tempo para a ONU estudar seu pedido de reconhecimento como Estado, disse ontem o negociador Nabil Shaat. A medida permitiria evitar uma confrontação no Conselho de Segurança, onde os EUA vetarão a iniciativa, como afirmou ontem o presidente americano, Barack Obama. O adiamento da votação no CS por semanas ou meses permitiria que o Quarteto, composto por EUA, União Europeia, ONU e Rússia, trabalhe para a retomada das negociações entre Israel e a Autoridade Palestina.

 

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Dessa forma, o presidente palestino, Mahmoud Abbas, poderia retornar para Cisjordânia com o argumento para sua população de que fez o possível em busca do reconhecimento. Mais importante, seu poder de barganha cresceria em uma negociação com Israel. Os EUA, pelo menos por um tempo, não ficariam com o ônus de ter de vetar a iniciativa palestina, correndo o risco de sofrer duras reações no mundo árabe.

A ideia proposta pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy, de retomar as negociações em um mês, seguido por seis meses de negociações sobre fronteiras e questões de segurança e, finalmente, um acordo definitivo após um ano, era usada ontem nas discussões entre autoridades internacionais.

Outra saída defendida pelos europeus era convencer Abbas a apenas tentar o reconhecimento da Palestina como Estado observador da ONU. Desta forma, não haveria necessidade de passar pelo Conselho de Segurança, como na iniciativa para ser um Estado pleno. Mas os palestinos permanecem relutantes em aceitar a alternativa e amparam-se em nações como Brasil, Turquia e África do Sul para seguir adiante com a iniciativa.

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