Abbas pressiona Olmert para que comece a rascunhar acordo

O presidente palestino, Mahmoud Abbas,procurará o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, paratentar convencê-lo a iniciar um acordo sobre a criação de umestado palestino durante conversas na segunda-feira, disseramassessores de Abbas. Os assessores afirmaram que Olmert e Abbas, que seencontrarão em Jerusalém, fizeram alguns progressos emconversas recentes sobre a natureza de um futuro Estadopalestino, antecipando uma conferência amparada pelos EUA e quedeve ocorrer em novembro. No entanto, autoridades israelenses disseram que aindahavia diferenças sobre o escopo do acordo --Olmert desejamanter os princípios vagos para o Estado, enquanto Abbas desejaum detalhamento. Autoridades palestinas e isralenses têm divulgadoinformações mistas sobre a profundidade das discussões atéagora em relação aos aspectos finais do acordo, que incluemJerusalém, fronteiras, refugiados palestinos e assentamentosjudeus. O porta-voz de Olmert, David Baker, disse que ainda nãoexistia um rascunho do acordo. "Não há nada em fase de rascunhoaté este ponto. Temos esperança de dar continuidade aosprogressos com os palestinos", afirmou. Outro assessor de Abbas, Nimer Hammad, disse à Reuters queos palestinos esperavam que o acordo com os israelensesincluísse detalhes sobre como as questões finais seriamresolvidas. "Os palestinos esperam que, durante a reunião desegunda-feira, os dois líderes concordem em começar a delinearos pontos do acordo que definirão a estrutura do acordo sobreos aspectos finais", informou. Abbas tem insistido nas conversas com Olmert por um"estrutura de acordo" explícita, com prazos definidos para aimplementação das medidas. Olmert visa a uma "declaração de princípios", menosprecisa, e disse na semana passada que não tinha certeza se osdois líderes conseguiriam chegar a um acordo sobre osprincípios antes da conferência. A secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, que devevisitar a região na próxima semana, pediu a Abbas e Olmert quese encontrassem regularmente e tentassem superar as diferençassobre as questões centrais da discussão, o que encerraria oconflito vivido por décadas a fio por palestinos eisraelenses.

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