Eric Thayer/Reuters
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Abbas seguirá com pedido palestino na ONU apesar de advertências

Ban Ki-moon pediu a israelenses e palestinos que retomem os diálogos 'dentro de uma estrutura legítima'

REUTERS

20 Setembro 2011 | 08h49

NAÇÕES UNIDAS - O presidente palestino, Mahmoud Abbas, disse ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas que buscará a condição de membro pleno da ONU para o Estado palestino, abrindo caminho para um confronto que poderá prejudicar décadas de diplomacia no Oriente Médio.

 

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Os Estados Unidos e Israel defendem que um Estado palestino deve emergir das negociações entre os palestinos e Israel, o que seria impossível se os palestinos declararem um Estado por conta própria. Washington prometeu vetar o pedido palestino no Conselho de Segurança da ONU.

Os palestinos afirmam que a paz mediada pelos EUA afundou, em parte devido à construção de moradias judaicas no território ocupado da Cisjordânia, deixando-os sem escolha a não ser pedir o reconhecimento sem aguardar o consentimento de Israel.

Abbas disse ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, na segunda-feira que seguiria adiante com os planos para pedir ao Conselho de Segurança uma votação na sexta-feira sobre a condição de membro do Estado palestino.

O ministro de Relações Exteriores francês, Alain Juppe, disse que diplomatas ainda estavam esperando evitar uma crise. É improvável que a votação ocorra na sexta-feira, o que dará tempo para a diplomacia que visa reiniciar os diálogos de paz, disse ele à rádio Europe 1.

"Existe um procedimento para lidar com tais pedidos e pode levar mais alguns dias ou semanas, o que significa que existe espaço para outras iniciativas", disse Juppe. "Esperamos encontrar uma forma de convencer todos os envolvidos para voltar à mesa de negociação, de maneira séria."

Ban disse a Abbas que enviaria qualquer pedido apresentado ao Conselho de Segurança e pediu aos israelenses e palestinos para que retomem os diálogos "dentro de uma estrutura legítima e equilibrada", segundo o porta-voz da ONU, Martin Nesirky.

A crise palestina ofuscou a reunião da Assembleia Geral da ONU desta semana e gerou diálogos caóticos que tinham como objetivo desviar os confrontos que trazem riscos tanto para os palestinos como para Israel e os Estados Unidos

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