Abbas vem ao Brasil para cerimônia de lançamento de embaixada palestina

Presidente da ANP participará da posse de Dilma e lançará pedra fundamental do prédio

estadão.com.br,

29 de dezembro de 2010 | 10h15

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, viaja nesta quarta-feira, 29, ao Brasil para participar da cerimônia da posse da presidente eleita Dilma Rousseff e aproveitará a viagem para colocar a primeira fundamental da nova embaixada dos territórios palestinos em Brasília. Abbas ficará quatro dias no País.

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 No início do mês, o Brasil reconheceu o Estado palestino com as fronteiras de 1967, uma decisão seguida por outros países vizinhos, entre eles a Argentina. O terreno sobre o qual será construída a embaixada foi doado pelo Governo brasileiro.

Durante a visita, Abbas também se reunirá com a maioria dos líderes latino-americanos com o objetivo de garantir o progressivo reconhecimento dos territórios palestinos, devido à estagnação das negociações com Israel.

Independência palestina

A independência do Estado palestino, cujo caráter é simbólico, foi declarada unilateralmente pela Organização para Libertação da Palestina em 1988. Ela não é reconhecida pelas Nações Unidas, nem pelas potências ocidentais.  Entre os mais de 100 países que consideram a Palestina um Estado estão emergentes como Rússia, China, África do Sul, Índia, países árabes e asiáticos.

Em 1993, os acordos de Oslo constituíram a Autoridade Palestina, que controla as principais cidades da Cisjordânia. Israel, no entanto, detém ainda cerca de 60% do território. Em 2005, os israelenses saíram da Faixa de Gaza, governada atualmente pelo Hamas.

Negociações interrompidas

As negociações de paz entre israelenses e palestinos, retomadas no começo de setembro, estão paralisadas desde o fim da moratória na construção de assentamentos na Cisjordânia, no final daquele mês.

Os EUA desistiram de tentar convencer Israel a paralisar as construções novamente. Washington agora tenta solucionar as questões que ficaram de fora do acordo de Oslo - fronteiras, o status de Jerusalém e a questão dos refugiados - indiretamente.

Com Efe

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