Abbas viaja à Jordânia e se reúne com líderes do Fatah

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, deve viajar nesta segunda-feira à Jordânia, onde se reunirá com o rei Abdullah II e participará de uma reunião do Comitê Central do Fatah, segundo fontes da Presidência palestina.Em sua reunião com o monarca jordaniano, em Amã, Abbas vai analisar a situação nos territórios palestinos e as últimas gestões para a formação de um Governo de união nacional na ANP.Na reunião do Comitê Central do Fatah, Abbas informará seus membros sobre as últimas reuniões com representantes do grupo Hamas para a formação do Executivo de união.O Conselho Revolucionário do Fatah, corpo com menos poder que o Comitê Central, elegeu Abbas como seu máximo representante em uma tentativa de apoiar sua posição e dar a ele mais poder para que possa fazer reformas internas no partido nacionalista.Farouk Qadumi, chefe do escritório político da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), desempenhava este cargo no Fatah desde a morte do presidente Yasser Arafat, há dois anos.As fontes presidenciais disseram que Abbas agora é o máximo representante do Fatah e ostenta poderes similares aos de Arafat.Em uma recente reunião do Comitê Central do Fatah em Amã, em outubro, Abbas tentou chegar a um acordo com os membros do organismo para encerrar o atual Governo do Hamas e formar um Executivo de tecnocratas com o objetivo de solucionar a atual crise econômica nos territórios palestinos.A reunião foi adiada pelo presidente palestino para depois do fim do Ramadã e uma nota oficial afirmou que o adiamento se devia a razões que afetavam a segurança nacional.No entanto, a imprensa palestina informou que a reunião foi adiada devido às diferenças entre Abbas e Qadumi, depois que este disse que o futuro Governo palestino não devia necessariamente cumprir as exigências da comunidade internacional.Qadumi tinha se reunido pouco antes com o chefe do escritório político do Hamas no exílio, Khaled Mashaal.O presidente da ANP considerou estas declarações uma adoção por parte de Qadumi da posição do Hamas, que até agora se negou a reconhecer Israel, renunciar à violência e respeitar os acordos firmados entre israelenses e palestinos.

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