Yuya Shino/Reuters
Yuya Shino/Reuters

Abe evitará pedido de desculpas durante visita à base americana de Pearl Harbor

Porta-voz do premiê afirmou que viagem tem o objetivo de ‘honrar as almas do que foram mortos na guerra’ e não pedir perdão

O Estado de S.Paulo

06 Dezembro 2016 | 08h45

TÓQUIO - O governo do Japão disse nesta terça-feira, 6, que o primeiro-ministro, Shinzo Abe, vai homenagear as vítimas, porém, não pedirá desculpas durante sua visita à base americana de Pearl Harbor, que acontecerá no final deste mês.

"Esta visita é para honrar as almas dos que foram mortos na guerra, não é para pedir perdão", afirmou o porta-voz Yoshihide Suga, durante uma entrevista coletiva.

Abe anunciou na segunda-feira que se transformará no primeiro líder japonês a visitar Pearl Harbor, coincidindo com o 75º aniversário do ataque surpresa feito pelo Exército japonês à base americana, causando a morte de 2,4 mil militares e civis, e desencadeou a entrada dos EUA na 2.ª Guerra.

Durante sua visita ao Havaí, nos dias 26 e 27 de dezembro, o primeiro-ministro estará acompanhado pelo chanceler japonês Fumio Kishida, que qualificou o gesto como "um sinal de reconciliação entre Japão e EUA".

Abe e o presidente dos EUA, Barack Obama, que acompanhará o líder japonês durante visita à base e que finalizará seu mandato em janeiro, realizarão sua última reunião no Havaí.

"O encontro será um grande exemplo do papel que a aliança entre Japão e EUA tem para a paz e a estabilidade na região Ásia-Pacífico e a comunidade internacional", disse o chanceler japonês.

Em maio, Obama realizou uma histórica visita a Hiroshima e se tornou o primeiro presidente americano em exercício a viajar até a cidade japonesa, onde há 71 anos, durante a 2.ª Guerra,  as tropas americanas lançaram uma bomba nuclear. / EFE

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