Kazuhiro Nogi/AFP
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Shinzo Abe nega seu envolvimento e de sua mulher em caso de corrupção

Centenas de pessoas têm se reunido diariamente em frente à residência oficial para pedir a renúncia do premiê

O Estado de S.Paulo

14 Março 2018 | 05h13
Atualizado 14 Março 2018 | 08h43

TÓQUIO - O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, negou nesta quarta-feira, 14, seu envolvimento e de sua mulher, Akie, em um caso de corrupção sobre a venda de um terreno estatal, que levantou uma onda de pedidos de renúncia entre a população e opositores.

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"Nem eu, minha mulher ou algum membro do meu gabinete estivemos envolvidos na venda", disse Abe, durante uma sessão parlamentar ao ser questionado sobre o suposto tratamento de graça recebido por uma instituição ultraconservadora no momento da compra do terreno para a construção de uma creche.

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Centenas de pessoas têm se reunido diariamente em frente à residência oficial para pedir a renúncia do premiê.

Durante seu discurso, Abe também negou estar envolvido na manipulação de alguns documentos do Ministério das Finanças relacionados com o caso, os quais acredita-se que tenham sido alterados para encobrir o caso, e cuja falsidade foi reconhecida na segunda-feira pelo titular do ministério e vice-primeiro-ministro japonês, Taro Aso.

De acordo com uma investigação interna do ministério, entre os dados que foram eliminados constavam o nome de Akie e seu apoio ao projeto. Além disso, outras referências foram excluídas, que indicavam a ligação do premiê e do ministro das Finanças com o responsável pela creche que comprou o terreno por um valor muito abaixo do mercado.

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O caso é protagonizado por Moritomo Gakuen, instituição educacional que promove ideias ultranacionalistas. Em 2016, ela adquiriu um terreno de propriedade estatal em Osaka por um preço aproximadamente 10 vezes mais baixo do que seu valor de mercado.

A conexão da mulher do primeiro-ministro com a escola foi interrompida em fevereiro de 2017, um caso que balançou momentaneamente a popularidade de Abe, mas que permaneceu em segundo plano até a revelação da manipulação do documentos no início deste mês.

Abe, quem sempre negou sua envolvimento, prometeu então renunciar se for comprovada sua cumplicidade e/ou de sua mulher nos supostos favores das autoridades para a instituição educacional. / EFE

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