REUTERS/Toru Hanai
REUTERS/Toru Hanai

Abe obtém maioria insuficiente para reformar Exército

Bloco governista não terá 85 assentos necessários para obter dois terços necessários para revisar Constituição pacifista

Redação, O Estado de S.Paulo

21 de julho de 2019 | 20h23

TÓQUIO -  O bloco governista do primeiro-ministro Shinzo Abe obteve neste domingo, 21, uma maioria sólida no Senado do Japão, nas eleições para a Câmara alta do Parlamento , mas sua coalizão e seus outros aliados não conseguiram alcançar a maioria de dois terços para avançar com uma revisão da Constituição pacifista, segundo projeção da emissora de televisão pública NHK. 

Ainda de acordo com a emissora pública, são necessários 85 senadores s para obter a “supermaioria” de dois terços exigida para começar a revisar o Artigo 9 da Constituição pacifista. 

Pressionado pelos EUA e pelo crescimento militar e econômico da China, Abe defende uma revisão da Carta, implementada após a derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial. Com isso, o Exército japonês deixaria de ter funções de defesa e poderia participar de outras operações militares na Ásia. 

Abe, no entanto, disse que o tamanho da vitória mostrou que os eleitores querem debater a mudança no texto pela primeira vez desde sua promulgação em 1945. 

O premie, que assumiu o poder em dezembro de 2012 prometendo recuperar a economia e reforçar a defesa nacional, caminha para se tornar o premiê mais longevo do Japão caso fique no cargo até novembro, uma incrível reviravolta depois que seu primeiro mandato de um ano terminou abruptamente e com problemas em 2007. 

O comparecimento, no entanto, provavelmente ficou abaixo de 50% pela primeira vez em uma eleição para o Senado desde 1995, disse a NHK, sinal de que muitos eleitores sentiram a falta de uma opção atrativa. 

O Partido Liberal Democrata (LDP, na sigla em inglês), de Abe, e seu aliado Partido Komeito ficarão com pelo menos 69 dos 124 assentos em disputa do Senado, que tem 245 integrantes. Nove assentos ainda estão indefinidos, mostrou a projeção da NHK. / REUTERS e AP

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