Arquivo/AP
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Abril foi mês mais sangrento no Iraque desde 2008, diz ONU

País tornou-se mais violento à medida que a guerra civil na Síria aumentou a tensão entre sunitas e xiitas

Reuters,

02 de maio de 2013 | 12h49

BAGDÁ - Abril foi o mês mais sangrento no Iraque em quase cinco anos, com 712 pessoas mortas em ataques a bomba e outros tipos de violência, disse a missão da Organização das Nações Unidas (ONU) no Iraque nesta quinta-feira, 2.

O Iraque tornou-se mais violento à medida que a guerra civil na vizinha Síria provocou um aumento da tensão nas frágeis relações entre sunitas e xiitas. As tensões atingiram um pico desde que as tropas dos EUA se retiraram em dezembro de 2011.

O número de ataques aumentou acentuadamente depois que as forças de segurança invadiram um acampamento de protesto sunita perto de Kirkuk, na semana passada, provocando confrontos que rapidamente se espalharam para outras áreas sunitas, incluindo a província de Anbar, que faz fronteira com a Síria e a Jordânia.

"O mês de abril foi o mais mortal desde junho de 2008. Um total de 712 pessoas foram mortas e outras 1.633 ficaram feridas em atos de terrorismo e atos de violência", disse um comunicado da ONU. O número de civis mortos no mês passado foi de 434, enquanto o número de mortos entre os integrantes das forças de segurança foi de 288.

Autoridades iraquianas divulgaram na quarta-feira um número muito menor de mortos para abril do que o número divulgado pela ONU. O Ministério do Interior disse que 245 pessoas, incluindo 84 integrantes das forças de segurança, foram mortas.

A violência ainda está bem abaixo do seu auge em 2006 e 2007, mas a filial iraquiana da Al-Qaeda e outros insurgentes muçulmanos sunitas estão lançando ataques diários para minar o poder do governo liderado pelos xiitas e assim provocar um confronto mais amplo.

A política iraquiana está profundamente dividida em linhas sectárias, com o governo de Maliki vivendo um impasse sobre como dividir o poder entre xiitas, o maior grupo, sunitas e curdos, que comandam sua própria região autônoma no norte do país. 

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