Abu Mazen manterá controle sobre fundo de investimento palestino

Um fundo de investimento palestino que controla milhões de dólares deve continuar sob a tutela do presidente da Autoridade Palestina (AP), Mahmoud Abbas, informou um auxiliar de Abbas nesta sexta-feira. O fundo de investimento foi criado em 2000 pelo líder palestino Yasser Arafat para acalmar as acusações de desvio de dinheiro do Tesouro palestino. Arafat pediu que seu ministro da Fazenda, Salam Fayyad, investisse o dinheiro em nome da Autoridade Palestina. Ainda não está claro quanto dinheiro há no fundo. No começo de 2005, um auditor internacional disse que investimentos elevaram a quantia de US$ 900 milhões para US$ 1,4 bilhão, dinheiro que teria sido usado pela AP para pagar suas despesas. O controle de Abbas tornaria ainda mais grave a questão financeira dos militantes que assumem o novo governo . A Autoridade Palestina recebeu ajuda internacional durante seus 12 anos de existência. O fluxo de dinheiro para o fundo tende a diminuir, uma vez que o Hamas assumirá o poder nos próximos dias. As nações ocidentais ameaçaram bloquear o envio de milhões de dólares em ajuda caso o grupo não renuncie a violência e aceite a existência de Israel. Controle de fronteiras Em outra medida para consolidar seu poder antes da instalação do governo do Hamas, Abbas planeja criar uma nova agência presidencial para controlar a travessia entre a fronteira palestina e israelense. O anúncio foi feito pelo legislador palestino, Saeb Erekat, que foi designado o chefe da agência. O propósito da agência é resolver as disputas de fronteira com Israel, que pode deixar a passagem fechada, disse Erekat Said. Na sexta-feira, a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, telefonou para Abbas, a ministra do Exterior israelense, Tzipi Livni, e o ministro da Defesa de Israel, Shaul Mofaz, para discutir o trabalho em conjunto para manter a fronteira entre Israel e as áreas palestinas abertas. Um relatório recente do Bando Mundial afirma que o acordo sobre a travessia da fronteira quase não foi implementado, devido a ineficiência israelense em gerenciar a passagem de Karni. O Banco Mundial disse que a Autoridade Palestina piorou o problema ao não estabelecer uma agência de fronteira unificada para aplicar as regulamentações e coordenar a alfândega e os funcionários de segurança da fronteira.

Agencia Estado,

24 Março 2006 | 20h01

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