Abusos eram vistos como prática normal em Abu Ghraib

Os interrogadores americanos que trabalhavam na prisão iraquiana de Abu Ghraib encaravam como ?meios normais de lidar com o inimigo? práticas como privação de sono, desnudamento e ameaças com cães, disse um soldado. Enquanto os policiais militares que faziam a segurança de Abu Ghraib se encontram em julgamento - um deles já foi condenado - fica claro que eram os serviços de espionagem militar, e não a polícia, quem dirigia a prisão.Um cartaz na parede da prisão descrevia as regras de interrogatório, explica o sargento Samuel Provance. O aviso notava que métodos mais violentos, ?como privação de sono e alterações de dieta?, só poderiam ser adotados com autorização dos superiores, mas não estava claro a quais ?superiores? o texto se referia. Quem dava ordens dentro de Abu Ghraib ainda é uma questão em debate entre os comandantes militares americanos, e Provance diz que não saberia dizer qual o oficial encarregado, ?mas eu sei que a inteligência militar estava no comando da operação?, afirmou. ?A única responsabilidade da polícia militar era conter os presos?.Em Abu Ghraib, se os interrogadores dissessem ?queremos ele pelado, caberia aos PMs despi-lo?, acrescentou.

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