Abusos no Iraque foram "por diversão", diz testemunha

Em depoimento à Justiça militar em Forte Bragg, no Estado americano da Carolina do Norte, o investigador militar Paul D. Arthur declarou que a soldado Lynndie England e outros membros de sua unidade no Iraque lhe disseram que tiravam fotos de prisioneiros iraquianos em poses humilhantes "apenas por diversão". Os advogados de defesa de Lynndie, de 21 anos, alegam que ela cumpria ordens.Ela é um dos sete reservistas da 372ª Companhia da Polícia Militar acusados de abusos contra iraquianos no presídio de Abu Ghraib, a oeste de Bagdá. O especialista Jeremy C. Sivits se declarou culpado e recebeu pena de 1 ano de prisão. Os outros cinco aguardam julgamento em Bagdá enquanto Lynndie, que está grávida, retornou à base em Forte Bragg.As audiências em Bragg visam à coleta de evidências para determinar se a soldado Lynndie deve ser levada à corte marcial pelos pelos 21 delitos de que é acusada, sendo 13 referentes a abusos de prisioneiros e 6 por posse de fotos de sexo explícito (que, segundo o exército, não envolvem iraquianos). A pena máxima a que poderá ser condenada é de 38 anos.

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