''''Acácio'''' teve ascensão rápida e ajudou grupo a aumentar capacidade militar

Bogotá - Comandante da Frente 16 das Farc - que atua na região próxima às fronteiras com a Venezuela e o Brasil -, o guerrilheiro Tomás Medina Caracas, o Negro Acácio, fazia parte do grupo rebelde havia cerca de dez anos. Ele subiu na estrutura da organização com alguma rapidez por mostrar eficiência no manejo das atividades relacionadas ao narcotráfico. Segundo o ministro da Defesa colombiano, Francisco Santos, Negro Acácio foi um dos responsáveis pelo fortalecimento das Farc nos anos 90, ajudando a guerrilha a aumentar sua capacidade militar e de recrutamento. Ele tinha como função coordenar toda a atividade ilegal do grupo guerrilheiro na região de Vichada - inclusive o cultivo de coca. Além disso, seria o responsável pelo relacionamento com os chefões do narcotráfico colombiano e os contatos internacionais. Procurado pela Interpol e pela Justiça americana, ele era acusado na Colômbia de delitos como assassinato, terrorismo, tortura, seqüestro e roubo. Nos últimos anos pelo menos 23 ordens de captura foram emitidas contra ele. Seu nome ganhou destaque após a Operação Gato Preto, organizada para capturá-lo em 2001, mas que acabou com a prisão do traficante brasileiro Fernandinho Beira-Mar, seu sócio. Um ano antes, Negro Acácio teria comprado 10 mil fuzis AK-47 para as Farc da Jordânia com a ajuda de Vladimiro Montesinos, ex-assessor de inteligência do então presidente peruano, Alberto Fujimori.

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