Ação aérea israelense mata miliciano no norte de Gaza

Um bombardeio israelense matou nesta segunda-feira um miliciano palestino de uma célula de combatentes no norte da Faixa de Gaza, informaram fontes militares.Trata-se do segundo palestino morto nesta segunda desde o início da incursão militar israelense nas imediações da cidade palestina fronteiriça de Beit Hanun.O primeiro executado, segundo fontes militares, morreu quando soldados dispararam no momento em que o palestino aproximava-se armado das tropas israelenses.Participam da invasão tropas de infantaria, carros blindados e escavadeiras militares para destruir instalações dos grupos palestinos e túneis subterrâneos entre o território de Gaza e o de Israel.Por um desses túneis, oito palestinos atacaram uma base militar na fronteira com o sul de Gaza e seqüestraram um soldado israelense, o qual é procurado pelas forças israelenses posicionadas desde terça-feira na zona de Rafah.General diz que Israel não se renderá à chantagemO chefe das Forças Armadas israelenses, general Dan Halutz, assegurou nesta segunda-feira que Israel não se renderá à chantagem dos grupos terroristas que mantêm o soldado Gilad Shalit seqüestrado há mais de uma semana em Gaza. As palavras do chefe do exército israelense seguiam o ultimato anunciado nesta segunda pela manhã pelos milicianos responsáveis pelo seqüestro do militar, impondo as 6h desta terça-feira (0h em Brasília) como data-limite para que Israel aceite as exigências palestinas.Segundo os militantes, caso as exigências não sejam cumpridas, os israelenses terão de "arcar com todas as conseqüências futuras".Ainda não está claro, no entanto, o que tais conseqüência significam."Ultimato é uma palavra que deve ser esclarecida. Não posso explicar a palavra, mas a postura do Estado de Israel é de que não se renderá perante os grupos terroristas, e apóio esta posição", afirmou Halutz durante uma visita à família do soldado na Galiléia."Vemos as pessoas que mantêm Gilad cativo, assim como os executores e os que planejaram a ação, como todos e cada um deles sendo diretamente responsáveis pela saúde de Gilad, e faremos tudo o que for possível e necessário para libertá-lo em breve", disse Halutz.Entre as reivindicações está a libertação de todas as mulheres e menores de idade palestinos presos em Israel.Já o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, cancelou sua participação numa reunião de seu partido, o Kadima, prevista para esta tarde, após saber das últimas notícias dos seqüestradores de Shalit.Olmert alertou no domingo ao Conselho de Ministros reunido em Jerusalém, que não cederia às "extorsões" dos grupos palestinos, frente ao temor de que se o país ceder agora, "haverá um seqüestro todas os dias".Os três grupos responsáveis pelo ataque a uma base militar israelense ao sul de Gaza onde o militar foi seqüestrado, o braço armado do Hamas, os Comitês Populares da Resistência e o Exército Islâmico, disseram que se não receberem resposta de Israel antes da data-limite, então considerarão o seqüestro de Shalit como "caso encerrado".O comunicado diz dar a Israel "uma última oportunidade" e exige como condição principal a libertação de todas as mulheres e menores palestinos presos no Estado hebreu."Se o inimigo não responder a nossas exigências humanitárias, então consideraremos o caso fechado", diz o comunicado.Saeb Erekat, da Organização para a Libertação Palestina (OLP), afirmou nesta segunda que a crise entre israelenses e palestinos "está chegando a um beco sem saída", que se complicou nos últimos dias com a detenção de líderes do Hamas por parte de Israel e com a destruição de sua infra-estrutura.Erekat também destacou que a Autoridade Nacional Palestina (ANP), ao contrário da própria OLP e da milícia libanesa Hisbolá, não tem experiência na troca de presos com Israel.Matéria atualizada às 14h15

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