AFP PHOTO / JOHN THYS
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Ação concretiza ameaça que ronda Bélgica há meses

Presidente americano será homenageado hoje e alvo de protestos amanhã, quando golpe militar completa 40 anos

Andrei Netto ENVIADO ESPECIAL / BRUXELAS, O Estado de S. Paulo

22 de março de 2016 | 20h21

A ameaça terrorista que paira sobre a Europa voltou a se concretizar nesta terça-feira, 22, desta vez em Bruxelas, na Bélgica. Quatro meses e nove dias depois de Paris, a capital belga foi atingida por dois ataques à bomba, o primeiro contra o Aeroporto Internacional de Zaventem e o segundo, uma hora depois, contra um vagão de metrô que circulava pela estação Maelbeek, na região em que se localizam os escritórios da União Europeia (UE). 

De acordo com balanço divulgado pelo governo belga, 31 pessoas morreram e mais de 220 ficaram feridas, em uma ação de autoria reivindicada pelo grupo Estado Islâmico (EI). 

O dia de pesadelo na Bélgica teve início às 8h, quando o saguão do aeroporto, o maior do país, estava cheio de passageiros. As imagens de cinegrafistas amadores e de circuitos internos de TV mostraram a violência das duas explosões, que destruíram parte do saguão.

 Pelo menos 11 pessoas morreram e 35 ficaram feridas. De acordo com o Ministério Público, as explosões teriam sido cometidas por dois homens-bomba em ações suicidas. Uma terceira bomba não explodiu e um terrorista é procurado pela polícia. 

A informação do atentado em Zaventem já provocava repercussões em toda a UE quando um segundo ataque atingiu o coração de Bruxelas. Às 9h10, uma bomba explodiu em um vagão de metrô. A composição deixava naquele instante a estação de Maelbeek. O balanço provisório divulgado à noite indicava 20 mortos, 17 feridos em estado grave e outros 23 com ferimentos pesados, mas fora de perigo.

Horas depois, os extremistas do Estado Islâmico reivindicaram os ataques, que definiram como “série de bombas com cinturões de explosivos e aparelhos”. Os atentados levaram as autoridades de segurança da Bélgica a elevarem o nível de alerta ao patamar mais elevado. 

Na fronteira com a França, um longo engarrafamento, de vários quilômetros, formou-se em razão da retomada do controle por parte das autoridades, que temiam a eventual fuga de envolvidos nas ações. Enquanto isso, na capital, a rede de transportes foi paralisada, assim como as linhas internacionais de trens. 

O tráfego aéreo foi desviado para outros aeroportos, isolando Bruxelas. Até o início da noite desta terça-feira, o trabalho de legistas continuava em Maelbeek, enquanto a polícia lançou uma caçada aos suspeitos. 

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