Ação contra Gaza divide governo de Israel

Cresce pressão por ofensiva militar de grande escala no território do Hamas

AP, Jerusalém, O Estadao de S.Paulo

22 de dezembro de 2008 | 00h00

O governo de Israel está dividido entre a possibilidade de lançar uma operação militar maciça na Faixa de Gaza ou limitar-se a ataques pontuais. Na reunião de gabinete de ontem, a primeira após o fim da trégua de seis meses com o Hamas, os membros do Executivo culparam-se uns aos outros pela situação. O primeiro-ministro demissionário, Ehud Olmert, rejeitou uma ofensiva de larga escala contra o Hamas, alegando que ela poderia resultar em prejuízos aos dois lados, além de estimular as ações humanitárias em defesa da Faixa de Gaza e atrair críticas contra IsraelEm resposta à crescente pressões para que o governo contenha os ataques de foguetes dos grupos extremistas islâmicos contra o território israelense, o ministro de Gabinete, Isaac Herzog, assegurou que "uma ação em Gaza ocorrerá, e será severa e dolorosa".Após a reunião, os dois principais candidatos a primeiro-ministro de Israel, na eleição que será realizada em 10 de fevereiro, prometeram derrubar o Hamas. A Ministra de Relações Exteriores, Tzipi Livni, do partido Kadima, disse que seu objetivo estratégico será a derrocada do Hamas por meios militares, econômicos e diplomáticos. Seu principal rival, Binyamin Bibi Netanyahu, do direitista Likud, acusou o atual governo de omissão e exigiu uma política de ataque. Desde o fim do cessar-fogo, os militantes palestinos dispararam 50 foguetes contra Israel.

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